Oi gente!
Essa é a resenha do último clássico do ano de 2013! O de dezembro! É o terceiro que eu li ano passado que foi escrito pelo Sir Arthur Conan Doyle, mas ok. Vamos lá?
Autor(a): Sir Arthur Conan Doyle
Páginas: 144
Editora: L&PM Pocket
Velocidade de Leitura: Rápida
Nota: 5/5
Sinopse: Estão aqui reunidos aqueles que são considerados por especialistas e fãs os melhores contos protagonizados por Sherlock Holmes e dr. Watson. Os dois amigos se colocaram no lugar da vítima para desvendar uma tentativa de assassinato em "A Faixa Malhada". Em "Um Escândalo na Boêmia", o leitor conhecerá a encantadora Irène Adler, que faz Holmes rever seu conceito sobre a inteligência feminina. Em "A Liga dos Cabeça-Vermelha", uma misteriosa entidade dá dinheiro a homens ruivos simplesmente pelo fato de serem ruivos. "O Problema Final" é a famosa história em que Holmes sacrifica-se para combater o arquivilão do crime, professor Moriarty; e "A Casa vazia" marca o retorno do mais célebre e querido dos detetives particulares.
"As Melhores Histórias de Sherlock Holmes" contém 5 pequenas aventuras do brilhante Holmes e de seu fiel escudeiro Watson, quase tão querido por mim quanto o primeiro. Cada história se passa em uma época da carreira de investigador de Holmes (a primeira quando ele e Watson ainda viviam juntos em Baker Street e as outras mais tarde, quando Watson já havia se casado e se mudado). Tenho a impressão, mas não certeza de que são contadas em ordem cronológica, o que gera uma impressão legal de crescimento e amadurecimento dos personagens e casos.
No livro são citados dois personagens que aparecem frequentemente nos filmes mais novos estrelados por Robert Downey Jr., mas que não tinha visto até em então nos livros. Eles são o diabólico professor Moriarty e a astuta Irene Adler. Para minha surpresa, eles aparecem rapidamente, ao contrário de nos filmes, onde são personagens bastante importantes.
As três primeiras histórias são bem interessantes, mas as duas últimas me deixaram muito emocionada, amei os personagens como nunca, e fiquei realmente triste ao me lembrar, depois de um tempo, que eles não existiam de verdade.
Depois de ler esse livro está mais do que evidente pra mim: Sir Arthur Conan Doyle é tão genial quanto seu ilustre protagonista (tanto que não é por falta de motivos que ele ganhou o título de Sir).
A resenha está curtinha sim, mas acho que passei a ideia que eu queria passar (apesar de vocês, leitores frequentes, já estarem acostumados com meus elogios direcionados ao Holmes).
Então, leiam. Uma, duas ou três vezes. Tenho certeza que vai sentir o mesmo que eu sinto quando leio Conan Doyle, e então, por favor, espalhem seus elogios!
Comentem!
Beijocas, beijocas.
Alice.
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sábado, 4 de janeiro de 2014
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Resenha: Alice no País das Maravilhas
Oi gente :)
Hoje tem resenha do Clássico do Mês de Outubro!
Autor: Lewis Carroll
Páginas: 110
Editora: Loyola
Velocidade de Leitura: Rápida
Nota: 4.5/5
Sinopse: O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai em uma toca de coelho e vai parar num lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas.
O livro faz brincadeiras e enigmas lógicos, o que contribuiu para sua popularidade. Carroll também faz alusões a poemas da era vitoriana e a alguns de seus conhecidos, o que torna a obra mais difícil de ser compreendida por leitores contemporâneos. É uma das obras escritas da literatura inglesa que tiveram mais adaptações na história do cinema, TV e teatro.
Hoje tem resenha do Clássico do Mês de Outubro!
Páginas: 110
Editora: Loyola
Velocidade de Leitura: Rápida
Nota: 4.5/5
Sinopse: O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai em uma toca de coelho e vai parar num lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas.
O livro faz brincadeiras e enigmas lógicos, o que contribuiu para sua popularidade. Carroll também faz alusões a poemas da era vitoriana e a alguns de seus conhecidos, o que torna a obra mais difícil de ser compreendida por leitores contemporâneos. É uma das obras escritas da literatura inglesa que tiveram mais adaptações na história do cinema, TV e teatro.
Não há uma pessoa no mundo que não saiba, nem que vagamente, qual é a história de Alice no País das Maravilhas. Por isso não vou me demorar muito nesse ponto.
Eu já tinha lido a história, visto mais de um filme e já estava bastante familiarizada com tudo. Por esse motivo minha leitura foi tão prazerosa quanto seria se eu não estivesse familiarizada. Mas essa foi a primeira vez que li o texto integral, o que cedo ou tarde eu teria que fazer.
Eu, pessoalmente, sinto uma espécie de conexão com a história porque a protagonista é minha xará, hehehe. Na verdade, é justamente por causa dessa personagem que eu me chamo Alice, então eu realmente senti vontade de conhecer a história original. A leitura é bem fácil, acho que por ter sido escrita para crianças (apesar de muitas pessoas discordarem dessa afirmação).
Eu tenho três edições desse livro. Uma que faz parte daquela coleção dos menores livros do mundo, uma m a r a v i l h o s a em espanhol e a que eu li, cuja capa se encontra aí em cima.
A primeira é bonitinha, com desenhos coloridos (mas honestamente, já vi melhores), etc. Eu não sei se o texto é integral, mas se não é, é bem parecido. (clique nas imagens para ver melhor)
A versão em espanhol eu ainda não li (sim gente, eu sei ler em espanhol). Mas é minha preferida. Apesar das imagens a seguir não mostrarem muita coisa, as ilustrações são LINDAS.
A versão que eu li é bonita também. Tenho desde pequena. Tem ilustrações bem bonitas e letras grandes.
Eu gosto bastante dessa história (embora não goste do fim), e acho que foi uma ótima leitura. Deixo como recomendação para quem ainda não leu :)
Beijos!
![]() |
| Minha gata, Minerva :) |
domingo, 29 de setembro de 2013
Resenha: Um Estudo em Vermelho
Salve pessoal! Tudo certo com vocês?
Hoje tem resenha do Clássico de Setembro, segue aí:
Autor(a): Sir Arthur Conan Doyle
Páginas: 192
Editora: Rideel (a imagem é meramente ilustrativa, eu li em PDF)
Velocidade de leitura: Rápida
Nota: 5/5
Sinopse: 'Um estudo em vermelho' é a primeira história de Sherlock Holmes e o primeiro livro publicado por Sir Arthur Conan Doyle. Muito menos do que um livro de estréia, esta história nasceu clássica, com seu ritmo vertiginoso de suspense e mistério que consagraria seu protagonista Sherlock Holmes como o mais apaixonante e popular detetive da história da literatura. 'Um estudo em vermelho' propõe um enigma terrível e invencível para a polícia, que pede auxílio a Holmes - um homem é encontrado morto, sem ferimentos e cercado de manchas de sangue. Em seu rosto uma expressão de pavor. Um caso para Sherlock Holmes e suas fascinantes deduções narrado por seu amigo Dr. Watson, interlocutor atento e maravilhado com a inteligência e talento do detetive.
Como a sinopse já diz, o livro é a primeira história de Holmes, e a primeira publicação de Doyle. Mesmo sem eu saber esse foi o primeiro livro do autor que eu li, isso se não foi o primeiro clássico. Mas isso foi em 2011, se não me engano. Como eu não lembrava nada, resolvi reler. E realmente, foi como ler o livro pela primeira vez, eu não me lembrei de nenhum fato relevante.
A história começa com Dr. Watson narrando os acontecimentos. Ele acaba de voltar do Afeganistão e está hospedado em Londres, sua saúde por um fio. Por um tempo ele fica num hotel, mas acaba tendo dificuldades em pagar sua hospedagem, então decide procurar alguém com quem dividir as despesas de um aluguel. Um amigo que encontrou por acaso lhe apresenta Sr. Sherlock Holmes, um sujeito intrigante que, assim como Watson, procura alguém com quem dividir despesas.
E assim começa a história. Watson e Holmes mudam-se para seu famoso endereço na Baker Street, e quando Holmes recebe um telegrama de um membro da Scotland Yard pedindo orientação em um caso peculiar, o médico e o detetive começam a investigar.
Não preciso dizer que eu amo essa dupla, são um dos meus personagens favoritos, isso se não forem os favoritos.
Holmes é brilhante (e doido). As deduções que ele faz são incríveis, nem mesmo um membro do FBI, com toda a tecnologia de hoje em dia, está a sua altura. Tem coisas que ele diz e faz que tenho certeza que nem passariam pela minha cabeça se eu estivesse em seu lugar. E Watson, bom, é o Watson. Ele é leal, inteligente e bondoso. Tudo que um bom homem precisa ser.
Quanto a história, em si, é ótima. Mas acredito já ter lido outras (do Holmes) mais enigmáticas. Como ele próprio disse, esse caso foi simples.
Enfim, não creio ter nada a acrescentar a não ser: leiam.
Um beijão,
Alice.
P.S.: Eu li em PDF e só queria ressaltar que foi uma das melhores leituras digitais que eu já fiz. Normalmente a coisa toda é bem nojenta quando você baixa gratuitamente, mas esse arquivo estava maravilhoso. Tornou a leitura fácil e prazerosa. Então eu gostaria de agradecer a seja lá quem for o responsável! Se alguém quiser o arquivo, me manda um e-mail (alicek2011@hotmail.com) que eu enviarei com o maior prazer!
P.P.S.: Quanto aos filmes recentes, eu acho que o Robert Downey Jr. é um Holmes perfeito, o único problema dos filmes são as histórias malucas e as coisas meio "mágicas". Holmes é prático, ágil e brilhante, mas não é um deus e nem nada do tipo. Agora tchau!
Hoje tem resenha do Clássico de Setembro, segue aí:
Páginas: 192
Editora: Rideel (a imagem é meramente ilustrativa, eu li em PDF)
Velocidade de leitura: Rápida
Nota: 5/5
Sinopse: 'Um estudo em vermelho' é a primeira história de Sherlock Holmes e o primeiro livro publicado por Sir Arthur Conan Doyle. Muito menos do que um livro de estréia, esta história nasceu clássica, com seu ritmo vertiginoso de suspense e mistério que consagraria seu protagonista Sherlock Holmes como o mais apaixonante e popular detetive da história da literatura. 'Um estudo em vermelho' propõe um enigma terrível e invencível para a polícia, que pede auxílio a Holmes - um homem é encontrado morto, sem ferimentos e cercado de manchas de sangue. Em seu rosto uma expressão de pavor. Um caso para Sherlock Holmes e suas fascinantes deduções narrado por seu amigo Dr. Watson, interlocutor atento e maravilhado com a inteligência e talento do detetive.
Como a sinopse já diz, o livro é a primeira história de Holmes, e a primeira publicação de Doyle. Mesmo sem eu saber esse foi o primeiro livro do autor que eu li, isso se não foi o primeiro clássico. Mas isso foi em 2011, se não me engano. Como eu não lembrava nada, resolvi reler. E realmente, foi como ler o livro pela primeira vez, eu não me lembrei de nenhum fato relevante.
A história começa com Dr. Watson narrando os acontecimentos. Ele acaba de voltar do Afeganistão e está hospedado em Londres, sua saúde por um fio. Por um tempo ele fica num hotel, mas acaba tendo dificuldades em pagar sua hospedagem, então decide procurar alguém com quem dividir as despesas de um aluguel. Um amigo que encontrou por acaso lhe apresenta Sr. Sherlock Holmes, um sujeito intrigante que, assim como Watson, procura alguém com quem dividir despesas.
E assim começa a história. Watson e Holmes mudam-se para seu famoso endereço na Baker Street, e quando Holmes recebe um telegrama de um membro da Scotland Yard pedindo orientação em um caso peculiar, o médico e o detetive começam a investigar.
Não preciso dizer que eu amo essa dupla, são um dos meus personagens favoritos, isso se não forem os favoritos.
Holmes é brilhante (e doido). As deduções que ele faz são incríveis, nem mesmo um membro do FBI, com toda a tecnologia de hoje em dia, está a sua altura. Tem coisas que ele diz e faz que tenho certeza que nem passariam pela minha cabeça se eu estivesse em seu lugar. E Watson, bom, é o Watson. Ele é leal, inteligente e bondoso. Tudo que um bom homem precisa ser.
Quanto a história, em si, é ótima. Mas acredito já ter lido outras (do Holmes) mais enigmáticas. Como ele próprio disse, esse caso foi simples.
Enfim, não creio ter nada a acrescentar a não ser: leiam.
Um beijão,
Alice.
P.S.: Eu li em PDF e só queria ressaltar que foi uma das melhores leituras digitais que eu já fiz. Normalmente a coisa toda é bem nojenta quando você baixa gratuitamente, mas esse arquivo estava maravilhoso. Tornou a leitura fácil e prazerosa. Então eu gostaria de agradecer a seja lá quem for o responsável! Se alguém quiser o arquivo, me manda um e-mail (alicek2011@hotmail.com) que eu enviarei com o maior prazer!
P.P.S.: Quanto aos filmes recentes, eu acho que o Robert Downey Jr. é um Holmes perfeito, o único problema dos filmes são as histórias malucas e as coisas meio "mágicas". Holmes é prático, ágil e brilhante, mas não é um deus e nem nada do tipo. Agora tchau!
sábado, 31 de agosto de 2013
Resenha: Admirável Mundo Novo
Caros leitores, é com imenso prazer - l i t e r a l m e n t e - que escrevo essa resenha. Depois de MUITA enrolação eu finalmente tomei vergonha na cara e conclui a leitura de Admirável Mundo Novo, o Clássico do Mês de agosto.
Autor(a): Aldous Huxley
Páginas: 242
Editora: Globo
Velocidade de leitura: Lenta (arrastada!)
Nota: 4/5
Sinopse: Ano 634 d.F. (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta, os seres humanos (pré-condicionados) têm comportamentos (pré-estabelecidos) e ocupam lugares (pré-determinados) na sociedade: os Alfa no topo da pirâmide, os Ípsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família, monogamia, privacidade e pensamento criativo constituem crime. Os conceitos de "pai" e "mãe" são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene, um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia: acalentando um desejo não natural por solidão, não vendo mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória, Bernard quer se libertar. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem, onde a vida antiga, imperfeita, subsiste, pode ser um caminho para curá-lo. Extraordinariamente profético, "Admirável mundo novo" é um dos livros mais influentes do século XX.
Você que está disposto a ler a resenha mas não leu a sinopse, volte um pouquinho. Essa sinopse (retirada do Skoob) descreve exatamente o que eu tentaria (em vão) expressar nessa resenha.
Todo leitor nato já leu uma distopia na vida, a única coisa que difere essa das outras é o ano de publicação: 1932. O que, é claro, é a principal fonte da estupefação dos leitores. Como alguém, na primeira metade do século XX descreveria tão maravilhosamente um futuro que agora, em 2013, parece tão provável?
Apesar de minha leitura não ter sido muito prazerosa e tampouco rápida, não negarei que é um livro total e completamente genial.
Eu comecei o livro no início desse ano. Durante um mês e meio, lendo com grandes intervalos de tempo, conclui cerca de 80 páginas. E então comecei a ler outros livros e deixar esse de lado. De vez em quando (raramente, muito raramente) eu lia umas páginas e parava. Conclusão, anteontem meu marca-página repousava na página 95, não havia chegado nem na metade do livro. E não havia lido nenhum clássico esse mês. Então pensei comigo mesma: Por que não fazer o impossível e ler nesses três dias mais desse livro do que li nos últimos 5 meses? E assim aconteceu. No primeiro desses três dias, li um capítulo. Ontem li 100 páginas (uma imensa vitória!) e hoje mais 50.
A verdade é que a partir da página 95 a história começou realmente a acontecer. E a aparição de um Selvagem fez as coisas ficarem mais fáceis e prazerosas.
Os personagens são misteriosos, não sinto como se os conhecesse. Tampouco senti grande admiração pela escrita de Aldous, eu precisei realmente me esforçar para entender suas linhas de raciocínio. No final, acho que compreendi bem como os habitantes do "mundo novo" pensavam (ou não pensavam), e como os Selvagens enxergavam a sociedade moderna, no entanto, com grande esforço. Se o autor escreveu dessa maneira de propósito, não faço ideia. Tudo o que sei é que não me agradou.
E o fim? Infeliz. Eu não gosto muito de finais infelizes, mas se deixar um gostinho de quero mais, ou uma profunda dor no coração, eu aceito. Mas o fim de Admirável Mundo Novo não é assim. É infeliz, mas não me fez sentir nada, permaneci indiferente.
Eu me sinto tentada a lhes contar mais sobre a história, mas não há nada a falar que a sinopse já não tenha informado. Então vou ficar por aqui... Obrigada a quem leu!
Autor(a): Aldous Huxley
Páginas: 242
Editora: Globo
Velocidade de leitura: Lenta (arrastada!)
Nota: 4/5
Sinopse: Ano 634 d.F. (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta, os seres humanos (pré-condicionados) têm comportamentos (pré-estabelecidos) e ocupam lugares (pré-determinados) na sociedade: os Alfa no topo da pirâmide, os Ípsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família, monogamia, privacidade e pensamento criativo constituem crime. Os conceitos de "pai" e "mãe" são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene, um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia: acalentando um desejo não natural por solidão, não vendo mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória, Bernard quer se libertar. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem, onde a vida antiga, imperfeita, subsiste, pode ser um caminho para curá-lo. Extraordinariamente profético, "Admirável mundo novo" é um dos livros mais influentes do século XX.
Você que está disposto a ler a resenha mas não leu a sinopse, volte um pouquinho. Essa sinopse (retirada do Skoob) descreve exatamente o que eu tentaria (em vão) expressar nessa resenha.
Todo leitor nato já leu uma distopia na vida, a única coisa que difere essa das outras é o ano de publicação: 1932. O que, é claro, é a principal fonte da estupefação dos leitores. Como alguém, na primeira metade do século XX descreveria tão maravilhosamente um futuro que agora, em 2013, parece tão provável?
Apesar de minha leitura não ter sido muito prazerosa e tampouco rápida, não negarei que é um livro total e completamente genial.
Eu comecei o livro no início desse ano. Durante um mês e meio, lendo com grandes intervalos de tempo, conclui cerca de 80 páginas. E então comecei a ler outros livros e deixar esse de lado. De vez em quando (raramente, muito raramente) eu lia umas páginas e parava. Conclusão, anteontem meu marca-página repousava na página 95, não havia chegado nem na metade do livro. E não havia lido nenhum clássico esse mês. Então pensei comigo mesma: Por que não fazer o impossível e ler nesses três dias mais desse livro do que li nos últimos 5 meses? E assim aconteceu. No primeiro desses três dias, li um capítulo. Ontem li 100 páginas (uma imensa vitória!) e hoje mais 50.
A verdade é que a partir da página 95 a história começou realmente a acontecer. E a aparição de um Selvagem fez as coisas ficarem mais fáceis e prazerosas.
Os personagens são misteriosos, não sinto como se os conhecesse. Tampouco senti grande admiração pela escrita de Aldous, eu precisei realmente me esforçar para entender suas linhas de raciocínio. No final, acho que compreendi bem como os habitantes do "mundo novo" pensavam (ou não pensavam), e como os Selvagens enxergavam a sociedade moderna, no entanto, com grande esforço. Se o autor escreveu dessa maneira de propósito, não faço ideia. Tudo o que sei é que não me agradou.
E o fim? Infeliz. Eu não gosto muito de finais infelizes, mas se deixar um gostinho de quero mais, ou uma profunda dor no coração, eu aceito. Mas o fim de Admirável Mundo Novo não é assim. É infeliz, mas não me fez sentir nada, permaneci indiferente.
Eu me sinto tentada a lhes contar mais sobre a história, mas não há nada a falar que a sinopse já não tenha informado. Então vou ficar por aqui... Obrigada a quem leu!
Minha recomendação para quem gosta de distopias é: leia.
Um beijo,
Alice.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Resenha: O Mercador de Veneza
Oi galera!
Hoje teremos a resenha do Clássico do Mês de Julho... =)
Autor(a): William Shakespeare
Páginas: 49 (a versão que eu li, em e-book, tinha 49 páginas, a da Martin Claret tem mais - essa imagem é meramente ilustrativa)
Editora: *
Velocidade de leitura: Média
Nota: 4.0/5.0
Sinopse: Um jovem pede dinheiro ao mercador local, para que seu amigo obtenha a mão da amada em casamento. Em meio a isso, ele expõe sua carne em garantia de um empréstimo cedido por um agiota, para tal fim.
Esse é o segundo Clássico do Mês que eu leio que foi escrito pelo Shakespeare. E, assim como em Sonho de uma Noite de Verão, fui bastante surpreendida...
Hoje teremos a resenha do Clássico do Mês de Julho... =)
Páginas: 49 (a versão que eu li, em e-book, tinha 49 páginas, a da Martin Claret tem mais - essa imagem é meramente ilustrativa)
Editora: *
Velocidade de leitura: Média
Nota: 4.0/5.0
Sinopse: Um jovem pede dinheiro ao mercador local, para que seu amigo obtenha a mão da amada em casamento. Em meio a isso, ele expõe sua carne em garantia de um empréstimo cedido por um agiota, para tal fim.
Esse é o segundo Clássico do Mês que eu leio que foi escrito pelo Shakespeare. E, assim como em Sonho de uma Noite de Verão, fui bastante surpreendida...
Gostei bastante da história, que para quem não entendeu a sinopse medíocre acima, trata-se do seguinte: Antônio é O Mercador de Veneza do título, ele tem um amigo, o Bassânio, que lhe pede dinheiro emprestado para que possa desposar de Pórcia. Como Antônio não tem o dinheiro, mas quer ajudar seu amigo, ele faz um empréstimo de Shilock, um judeu rico, que impõe a condição de que se não receber o dinheiro de volta em um prazo determinado, Antônio terá que lhe pagar com a própria carne. Antônio, que espera pagamentos de todo lugar do mundo chegarem em navios dentro do prazo determinado pelo judeu, aceita. E daí se desenrola a história.
O vilão, nesse caso, é o judeu. Eu li umas resenhas no Skoob e alguns indivíduos disseram que Shakespeare era anti-semita (peça polêmica!)... Mas não é isso que o discurso do personagem nos mostra: “(...) Sou um judeu. Então, um judeu não possui olhos! Um judeu não possui mãos, órgãos, dimensões, sentidos, afeições, paixões? Não é alimentado pelos mesmos alimentos, ferido com as mesmas armas, sujeito às mesmas doenças, curado pelos mesmos meios, aquecido e esfriado pelo mesmo verão e pelo mesmo inverno que um cristão?”. Alguém anti-semita diria isso?!
Shilock é como um vilão deve ser. Tive vontade de esbofetá-lo algumas várias vezes, rsrs. Mas no final, suas atitudes tinham cabimento e justificativa, embora tenham sido drásticas por demasiado.
Gostei muito de Pórcia, ela é como uma heroína deve ser (talvez um pouco mais orgulhosa e vingativa do que deveria... Mas eu sou assim, então tá beleza)! Ela foi inteligente e corajosa, mais do que qualquer um.
Mas enfim, é isso! Espero que tenham lido gostado! Mas e aí, já leram O Mercador de Veneza? Ou Shakespeare? Comentem!
Beijos,
Alice.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Resenha: Memórias Póstumas de Brás Cubas
Olá terráqueos! Passam bem? Espero que sim :)
Hoje teremos resenha do Clássico do Mês de junho, que aliás eu tive que ler pra escola. Bora?!
Autor (a): Machado de Assis
Páginas: 263
Editora: Globo
Velocidade de leitura: Lenta
Nota: 4.0/5.0
Sinopse: Após sua morte, Brás Cubas resolve contar em um livro suas experiências de vida. Suas namoradas, seus amigos, suas perdas, suas ideias, suas loucuras, seus delírios... suas Memórias.
Através de muitos conhecimentos, infinitas referências, Machado de Assis escreve com absurda genialidade e habilidade, vivendo seu personagem.
Como eu disse antes, eu li o livro pra escola. Eu não achei muito inteligente da parte da minha professora fazer alunos do 9º ano lerem Machado de Assis, porque sei que isso vai afastar muitos leitores. Mas também tenho que agradecê-la, porque se não fosse por ela, eu só leria Machado no Ensino Médio. Foi difícil, mas consegui ler o livro a tempo.
O Machado é genial, não posso negar. Foi uma das leituras mais ricas que eu já fiz. Ele fez referências a mitologia grega, a mitologia romana, a diversos pensadores, a escritores, a políticos, etc. Para vocês terem ideia do tamanho da genialidade, no final do livro há QUINZE páginas explicando as referências do autor. Tipo notas de rodapé, entendem? Só que não estão no rodapé por que se estivessem, não sobraria texto nas páginas... Hahaha!
O que fez com que a leitura demorasse um pouco foi a maneira que Machado escreve, não pela linguagem antiga. Em um capítulo no meio do livro, Machado/Brás descreve perfeitamente essa maneira de escrever (para vocês terem uma ideia do tamanho dos capítulos, esse está completo; e caso você não tenha lido as Memórias, não se preocupe pois não há spoilers no trecho a seguir):
"Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho o que fazer; e, realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direita e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem...
E caem! - Folhas misérrimas do meu cipreste, heis de cair, como quaisquer outras belas e vistosas; e, se eu tivesse olhos, daria uma lágrima de saudade. Esta é a grande vantagem da morte, que, se não deixa boca pra rir, também não deixa olhos pra chorar... Heis de cair."
(Capítulo LXXI - pág. 161)
Como eu disse, descreve perfeitamente.
Quanto ao enredo, não é lá essas coisas. Apenas a vida de um homem... Mas não posso negar que o homem em si é muito bem construído, assim como todos os personagens. Mas a vida de Brás foi, no geral, infeliz. Ele passou por muitas experiências que o fizeram feliz, mas nenhuma durou até sua morte. E eu, pessoalmente, não sou muito fã de histórias com finais infelizes.
O Machado/Brás tem muita intimidade com o leitor, claro, não tanto como hoje em dia, mas comparado com os outros livros dessa época que eu li(nenhum deles brasileiro), é muita honestidade! Brás admite ter tido muitos pensamentos constrangedores e vergonhosos, e isso é bem legal, rsrs!
Bom gente, é isso! Um beijão,
Alice.
Hoje teremos resenha do Clássico do Mês de junho, que aliás eu tive que ler pra escola. Bora?!
Páginas: 263
Editora: Globo
Velocidade de leitura: Lenta
Nota: 4.0/5.0
Sinopse: Após sua morte, Brás Cubas resolve contar em um livro suas experiências de vida. Suas namoradas, seus amigos, suas perdas, suas ideias, suas loucuras, seus delírios... suas Memórias.
Através de muitos conhecimentos, infinitas referências, Machado de Assis escreve com absurda genialidade e habilidade, vivendo seu personagem.
Como eu disse antes, eu li o livro pra escola. Eu não achei muito inteligente da parte da minha professora fazer alunos do 9º ano lerem Machado de Assis, porque sei que isso vai afastar muitos leitores. Mas também tenho que agradecê-la, porque se não fosse por ela, eu só leria Machado no Ensino Médio. Foi difícil, mas consegui ler o livro a tempo.
O Machado é genial, não posso negar. Foi uma das leituras mais ricas que eu já fiz. Ele fez referências a mitologia grega, a mitologia romana, a diversos pensadores, a escritores, a políticos, etc. Para vocês terem ideia do tamanho da genialidade, no final do livro há QUINZE páginas explicando as referências do autor. Tipo notas de rodapé, entendem? Só que não estão no rodapé por que se estivessem, não sobraria texto nas páginas... Hahaha!
O que fez com que a leitura demorasse um pouco foi a maneira que Machado escreve, não pela linguagem antiga. Em um capítulo no meio do livro, Machado/Brás descreve perfeitamente essa maneira de escrever (para vocês terem uma ideia do tamanho dos capítulos, esse está completo; e caso você não tenha lido as Memórias, não se preocupe pois não há spoilers no trecho a seguir):
"Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho o que fazer; e, realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direita e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem...
E caem! - Folhas misérrimas do meu cipreste, heis de cair, como quaisquer outras belas e vistosas; e, se eu tivesse olhos, daria uma lágrima de saudade. Esta é a grande vantagem da morte, que, se não deixa boca pra rir, também não deixa olhos pra chorar... Heis de cair."
(Capítulo LXXI - pág. 161)
Como eu disse, descreve perfeitamente.
Quanto ao enredo, não é lá essas coisas. Apenas a vida de um homem... Mas não posso negar que o homem em si é muito bem construído, assim como todos os personagens. Mas a vida de Brás foi, no geral, infeliz. Ele passou por muitas experiências que o fizeram feliz, mas nenhuma durou até sua morte. E eu, pessoalmente, não sou muito fã de histórias com finais infelizes.
O Machado/Brás tem muita intimidade com o leitor, claro, não tanto como hoje em dia, mas comparado com os outros livros dessa época que eu li
Bom gente, é isso! Um beijão,
Alice.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Resenha: O Mistério do Trem Azul
Olá gente! Em primeiro lugar, feliz dia dos namorados!
A Resenha do Clássico do Mês de maio da saindo bem atrasada... Se liguem!
Autor (a): Agatha Christie
Páginas: 217
Editora: L&PM
Velocidade de leitura: Rápida
Nota: 5.0/5.0
Sinopse: O casamento de Ruth Kettering não satisfaz nem ela nem seu pai o milionário, Rufus Van Aldin. Ruth sente falta de um antigo romance que acabou por obra de seu pai. Sem contar que seu atual marido, Derek Kettering arrumou uma amante. O pai de Ruth então sugere o divórcio e presenteia a filha com o "Coração de Fogo", um rubi muito cobiçado por ladrões e colecionadores. Ela concorda, e Derek se desespera, sem o dinheiro de Ruth, estará em uma enrascada, mas tudo seria mais fácil com a morte de sua esposa...
Durante a viagem no Trem Azul em direção a Nice, A sra. Kettering é assassinada e o rubi roubado. Por ironia do destino o trem tinha como passageiros o marido de Ruth e sua amante, além de Hercule Poirot, que será encarregado pelo pai de Ruth de descobrir o assassino. A situação é complexa, mas Poirot contará com a ajuda de outra passageira, Katherine Grey, para resolver o mistério.
Eu provavelmente deveria variar mais já que é o segundo (e consecutivo) Clássico do Mês que eu leio Agatha. Mas não me arrependo nem um pouquinho. Foi uma leitura ma-ra-vi-lho-sa.
Pela segunda vez leio um romance policial da Agatha, onde o assassinato acontece em um trem. O primeiro foi Assassinato no Expresso do Oriente; E graças ao Mistério do Trem Azul, da pra perceber que na época em que a rainha do crime escrevia e publicava, roubos e mortes em trens eram bem comuns...
A Resenha do Clássico do Mês de maio da saindo
Páginas: 217
Editora: L&PM
Velocidade de leitura: Rápida
Nota: 5.0/5.0
Sinopse: O casamento de Ruth Kettering não satisfaz nem ela nem seu pai o milionário, Rufus Van Aldin. Ruth sente falta de um antigo romance que acabou por obra de seu pai. Sem contar que seu atual marido, Derek Kettering arrumou uma amante. O pai de Ruth então sugere o divórcio e presenteia a filha com o "Coração de Fogo", um rubi muito cobiçado por ladrões e colecionadores. Ela concorda, e Derek se desespera, sem o dinheiro de Ruth, estará em uma enrascada, mas tudo seria mais fácil com a morte de sua esposa...
Durante a viagem no Trem Azul em direção a Nice, A sra. Kettering é assassinada e o rubi roubado. Por ironia do destino o trem tinha como passageiros o marido de Ruth e sua amante, além de Hercule Poirot, que será encarregado pelo pai de Ruth de descobrir o assassino. A situação é complexa, mas Poirot contará com a ajuda de outra passageira, Katherine Grey, para resolver o mistério.
Eu provavelmente deveria variar mais já que é o segundo (e consecutivo) Clássico do Mês que eu leio Agatha. Mas não me arrependo nem um pouquinho. Foi uma leitura ma-ra-vi-lho-sa.
Pela segunda vez leio um romance policial da Agatha, onde o assassinato acontece em um trem. O primeiro foi Assassinato no Expresso do Oriente; E graças ao Mistério do Trem Azul, da pra perceber que na época em que a rainha do crime escrevia e publicava, roubos e mortes em trens eram bem comuns...
O crime ocorre apenas lá pela página 50, e eu achei isso bastante esquisito. Agora não consigo me lembrar com certeza, mas não acho que tenha demorado tanto nos outros livros de Christie. Mas foi bastante bom conhecer os personagens um pouco melhor antes do mistério começar.
Outra diferença desse livro para os outros da autora, foi a entrada de Poirot, normalmente ou ele aparece de cara ou, se tem uma pequena introdução dos fatos, ele aparece assim que o crime é cometido. Neste livro, porém, ele era passageiro do trem, e por isso apareceu antes do crime ser cometido.
Também gostei muito de Katherine Grey, acho que ela e Poirot tem muito em comum quando se trata de massa cinzenta... Ela me enganou direitinho, assim como Poirot me engana sempre quando finge que não sabe de algo.
E obviamente, quando o culpado se revelou eu me senti completamente surpresa! Nenhuma novidade, se tratando de Agatha...Mas mesmo assim, tudo se encaixa perfeitamente e mesmo assim, somos incapazes de descobrir o culpado antes de acabarmos o livro.
A resenha ta curta, mas da pro gasto...
Um beijo,
Alice.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Resenha: Treze à mesa
Oi galerinha! Como vão?
Eu sei que eu não posto há um bom tempo, mas não vou ficar dando mil desculpas, ok?
Bom, hoje eu farei a resenha do clássico do mês de Abril :)
Ano: publicado originalmente em 1933
Páginas: 254
Editora: *
Velocidade de leitura: Rápida
Nota: 4.0/5.0
Sinopse: Poirot estava presente quando Jane, envaidecida, falara de seu plano para "livrar-se" do marido, de quem estava separada, mas não oficialmente, como ela desejava. Agora o homem estava morto. Mesmo assim, o grande detetive belga não podia deixar de sentir que alguém estava tentando iludi-lo. Afinal, como se explica que Jane tivesse esfaqueado Lord Edgware na biblioteca exatamente na hora em que era vista jantando com amigos? E qual seria o motivo agora, já que o aristocrata finalmente lhe dera o divórcio?
Eu li em e-book, então não tinha editora. E eu só coloquei essa capa aí porque eu tinha que colocar alguma, né? Haha.
A tradução estava bem feia, mas faz parte, né? :S
A tradução estava bem feia, mas faz parte, né? :S
Como sempre, tia Agatha escreveu um clássico super fácil de ler. Super fácil. Tem mistério atrás de mistério. Você pensa na solução e então, tudo muda completamente.
Esse é um dos muitos livros que Christie escreveu que tem como personagem principal o ilustre Hercule Poirot.
Eu costumo comparar Agatha Christie com Sir Arthur Conan Doyle (autor das histórias de Sherlock Holmes), e não sem razão... Poirot e Holmes tem muito em comum. E nesse livro (não sei se tem mais de um tendo o Capitão Hastings como narrador, esse foi o primeiro que eu li) Hastings e Watson também são muito parecidos no jeito de ser e no que representam para seus companheiros de investigação. Quem gosta de Christie, gosta de Doyle e que gosta de Doyle gosta de Christie. Simples.
E você? Já leu tia Agatha ou tio Doyle? Gostou? Comente!
Beijos,
Alice.
E você? Já leu tia Agatha ou tio Doyle? Gostou? Comente!
Beijos,
Alice.
domingo, 7 de abril de 2013
Resenha: O Médico e o Monstro
Olá terráqueos! Desculpem minha ausência... Eu ando muito desorganizada...
Enfim, eu esqueci de postar antes o meu Clássico do Mês de março. Então, bora?!
Autor(a): R.L.Stevenson
Ano: Lançado originalmente em 1886
Páginas: 96
Editora: Ática
Velocidade de leitura: Média
Nota: 4.0/5.0
Sinopse: As suspeitas começaram quando Mr. Utterson, um circunspecto advogado londrino, leu o testamento de seu velho amigo Henry Jekyll. Qual era a relação entre o respeitável Dr. Jekyll e o diabólico Edward Hyde? Quem matou Sir Danvers, o ilustre membro do parlamento londrino?
Assim começa uma das mais célebres histórias de horror da literatura mundial. A história assustadora do infernal alter ego do Dr. Jekyll e da busca através das ruas escuras de Londres que culmina numa terrível revelação.
Enfim, eu esqueci de postar antes o meu Clássico do Mês de março. Então, bora?!
Autor(a): R.L.Stevenson
Ano: Lançado originalmente em 1886
Páginas: 96
Editora: Ática
Velocidade de leitura: Média
Nota: 4.0/5.0
Sinopse: As suspeitas começaram quando Mr. Utterson, um circunspecto advogado londrino, leu o testamento de seu velho amigo Henry Jekyll. Qual era a relação entre o respeitável Dr. Jekyll e o diabólico Edward Hyde? Quem matou Sir Danvers, o ilustre membro do parlamento londrino?
Assim começa uma das mais célebres histórias de horror da literatura mundial. A história assustadora do infernal alter ego do Dr. Jekyll e da busca através das ruas escuras de Londres que culmina numa terrível revelação.
Bom, pra começar, vou pedir desculpas por que embora eu tenha sim começado o livro em março, eu acabei de ler no dia 1º de abril. Então eu não sei se está valendo...
O livro é ótimo, eu já tinha lido A Ilha do Tesouro do mesmo escritor (embora eu tenha que reler, por que eu li há uns dois anos e não lembro nada...), mas O Médico e o Monstro é bem diferente do outro livro.
Stevenson escreve de uma maneira bem misteriosa. No começo a história parece bem normal, uma simples história de terror e suspense, mas o final é bem piradinho (e é assim que nós gostamos, né? hahaha).
Sabe quando você lê um livro e você se sente muito próximo dos personagens? Pois é! Isso NÃO acontece nesse livro. O autor te mantém bem distante de Utterson (que é o narrador!), de Jekyll e de Hyde. Isso só muda no último capítulo, que é quando o desfecho acontece através de uma carta de Jekyll para Utterson.
Foi essa distância que não me fez amar o livro. Na hora de avaliar um livro eu sempre me concentro na história, no enredo do livro e na maneira que o escritor a desenvolveu, no jeito que ele escreve, mas agora eu acho que terei que mudar meu método. A história é incrível e Robert Louis Stevenson escreve muito bem, porém eu não curti muito o livro não... Eu gosto de me sentir como um personagem, e em O Médico e o Monstro eu não consegui.
Já leu? Se sentiu assim também? Não? Comente aí!
Beijocas,
Alice.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Resenha: Sonho de uma Noite de Verão
Oi gente :3
Como vão?
Hoje teremos resenha de um livro muito chique de um escritor muito chique: Sonho de uma noite de verão do tio xeiquispire :)
Autor(a): William Shakespeare
Ano (escrito originalmente por volta de 1600, mas essa impressão é do ano de): 2012
Páginas: 122
Editora: LPM
Velocidade de leitura: Rápida
Nota: 4.0/5.0
Sinopse: Numa noite de verão, num bosque, quatro jovens enamorados encontram-se e desencontram-se: Lisandro ama Hérmia que ama Lisandro e é amada por Demétrio, que é amado por Helena; depois, Demétrio ama Helena, que ama Demétrio e é amada por Lisandro, que é amado por Hérmia. Na manhã seguinte, tudo se resolve, e há um casamento triplo, pois casam-se também o Duque de Atenas e a Rainha das amazonas. Na festa, no palácio do Duque, apresenta-se uma peça de teatro amador, escrita e encenada por trabalhadores locais. É hilariante de tão ruim a "comédia trágica", que teve ensaio naquela noite de verão, naquele bosque, habitado por fadas e duendes que têm seu Rei e sua Rainha, que disputam a guarda de um menino indiano, e por isso esta Rainha apaixona-se, naquela noite de verão, por um mortal com cabeça de burro.
Ação e movimentação, paixões e casamentos, brigas e reconciliações, equívocos e finais felizes. É um Shakespeare muito divertido e nada trágico, um "sonho" originalmente escrito para uma festa de casamento na vida real.
Como vão?
Hoje teremos resenha de um livro muito chique de um escritor muito chique: Sonho de uma noite de verão do tio xeiquispire :)
Autor(a): William Shakespeare
Ano (escrito originalmente por volta de 1600, mas essa impressão é do ano de): 2012
Páginas: 122
Editora: LPM
Velocidade de leitura: Rápida
Nota: 4.0/5.0
Sinopse: Numa noite de verão, num bosque, quatro jovens enamorados encontram-se e desencontram-se: Lisandro ama Hérmia que ama Lisandro e é amada por Demétrio, que é amado por Helena; depois, Demétrio ama Helena, que ama Demétrio e é amada por Lisandro, que é amado por Hérmia. Na manhã seguinte, tudo se resolve, e há um casamento triplo, pois casam-se também o Duque de Atenas e a Rainha das amazonas. Na festa, no palácio do Duque, apresenta-se uma peça de teatro amador, escrita e encenada por trabalhadores locais. É hilariante de tão ruim a "comédia trágica", que teve ensaio naquela noite de verão, naquele bosque, habitado por fadas e duendes que têm seu Rei e sua Rainha, que disputam a guarda de um menino indiano, e por isso esta Rainha apaixona-se, naquela noite de verão, por um mortal com cabeça de burro.
Ação e movimentação, paixões e casamentos, brigas e reconciliações, equívocos e finais felizes. É um Shakespeare muito divertido e nada trágico, um "sonho" originalmente escrito para uma festa de casamento na vida real.
Ao contrário do que eu imaginava, foi uma leitura super rápida e fácil, o que é raro quando eu leio clássicos (com exceção de Agatha Christie e Sir Arthur Conan Doyle, que eu leio com muita facilidade). Como poucos sabem, eu amo ler livros antigos, eu adoro ver a formalidade nas falas e pensamentos, e sim, obviamente Shakespeare tem muito disso, mas eu me surpreendi com a grosseria de alguns personagens e com os "xingamentos" que permanecem no vocabulário dos mal-educados até hoje rsrs.
Os personagens são todos muito diferentes, e um pouco irritantes também rsrsrs! E meu bom Deus, Shakespeare 'tava meio maluco quando criou a história x') Temos fadas e duendes com cada nome! E a "receita" do amor! Tudo muito pirado, me surpreendeu bastante, não esperava isso do Shakespeare, mas de jeito nenhum achei ruim, afinal de contas somos todos pirados, né? haha. Adorei finalmente provar um pouquinho desse escritor tão famoso.
Esse foi meu clássico do mês de fevereiro (li ontem), e acho que foi uma boa escolha. Recomendo muito, muito mesmo. Só não leva nota máxima porque eu estou tentando ser honesta comigo mesma, e eu confesso que esse não chega perto de ser um de meus livros favoritos, mas opinião cada um tem a sua, né?
Enfim, é isso.
Um beijo,
Alice.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Resenha: Emma
Olá leitores! Como vão?
Vamos escrever uma resenha? haha
Autor(a): Jane Austen
Ano: 1815 (edição 2011)
Páginas: 463
Editora: BestBolso (selo da Editora Best Seller Ltda.)
Nota: 5.0/5.0
Sinopse (fonte): Emma Woodhouse, uma jovem bonita, inteligente e encantadora, está decidida a jamais se casar. Ela já possui toda a fortuna e a independência de que precisa e sente-se perfeitamente satisfeita com sua situação, o que não a impede de se divertir planejando casamentos entre as pessoas que a cercam. Ao conhecer Harriet Smith, uma moça de status social mais baixo, Emma decide ajudá-la a encontrar um pretendente que seja um verdadeiro cavalheiro. Porém, a jovem descobre que interferir demasiadamente na vida dos outros pode por em risco a própria felicidade. Para garanti-la, Emma deve superar seus preconceitos e compreender melhor o que se passa em seu coração. Marcado pela inigualável ironia de Jane Austen e repleto de diálogos geniais, Emma é um retrato vívido da situação das mulheres na Inglaterra do início do século XIX.
Esse é o terceiro livro da Jane Austen que eu leio, e o quarto que ela escreveu. E continuo completamente apaixonada.
Confesso que os outros dois livros da Jane que eu li (Orgulho e Preconceito e Persuasão) foram mais rápidos de ler. Nesse eu me enrolei bastante, e só não demorei mais porque eu estou participando do desafio Um Clássico por mês que foi ideia da Gabriela Wegner, do blog Livros e meninas. E Gabi, eu te devo uma, porque se não fosse você eu demoraria mais um século pra terminar. Li o livro (o resto dele) no dia 31 de Janeiro, e correndo :s
Fora o problema de ter sido uma leitura bem lenta, o livro é perfeito, assim como todos da Jane. Escrita bem detalhada, leve e interessante. E com um desfecho muito inesperado.
Personagens únicos, e maravilhosos.
A Jane escreve de uma maneira que faz com que acreditemos que determinado casamento (que é basicamente sobre o que os livros dela falam) é completamente impossível, mas no final ela inverte a situação e tudo parece tão perfeito, sabe? É mágico.
Não estou de ressaca literária, perdoem a resenha mega-curta...
Recomendo o livro pra todos, ok?
Obrigada pela atenção!
Beijos,
Alice.
Vamos escrever uma resenha? haha
Ano: 1815 (edição 2011)
Páginas: 463
Editora: BestBolso (selo da Editora Best Seller Ltda.)
Nota: 5.0/5.0
Sinopse (fonte): Emma Woodhouse, uma jovem bonita, inteligente e encantadora, está decidida a jamais se casar. Ela já possui toda a fortuna e a independência de que precisa e sente-se perfeitamente satisfeita com sua situação, o que não a impede de se divertir planejando casamentos entre as pessoas que a cercam. Ao conhecer Harriet Smith, uma moça de status social mais baixo, Emma decide ajudá-la a encontrar um pretendente que seja um verdadeiro cavalheiro. Porém, a jovem descobre que interferir demasiadamente na vida dos outros pode por em risco a própria felicidade. Para garanti-la, Emma deve superar seus preconceitos e compreender melhor o que se passa em seu coração. Marcado pela inigualável ironia de Jane Austen e repleto de diálogos geniais, Emma é um retrato vívido da situação das mulheres na Inglaterra do início do século XIX.
Esse é o terceiro livro da Jane Austen que eu leio, e o quarto que ela escreveu. E continuo completamente apaixonada.
Confesso que os outros dois livros da Jane que eu li (Orgulho e Preconceito e Persuasão) foram mais rápidos de ler. Nesse eu me enrolei bastante, e só não demorei mais porque eu estou participando do desafio Um Clássico por mês que foi ideia da Gabriela Wegner, do blog Livros e meninas. E Gabi, eu te devo uma, porque se não fosse você eu demoraria mais um século pra terminar. Li o livro (o resto dele) no dia 31 de Janeiro, e correndo :s
Fora o problema de ter sido uma leitura bem lenta, o livro é perfeito, assim como todos da Jane. Escrita bem detalhada, leve e interessante. E com um desfecho muito inesperado.
Personagens únicos, e maravilhosos.
A Jane escreve de uma maneira que faz com que acreditemos que determinado casamento (que é basicamente sobre o que os livros dela falam) é completamente impossível, mas no final ela inverte a situação e tudo parece tão perfeito, sabe? É mágico.
Não estou de ressaca literária, perdoem a resenha mega-curta...
Recomendo o livro pra todos, ok?
Obrigada pela atenção!
Beijos,
Alice.
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