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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Resenha: Contos de Fadas Norte Americanos

Olá humanos!
Como vão vocês?

Essa é a resenha de um livrinho nanico, não muito conhecido, que foi ganhado pela minha irmã em um evento, num saquinho cheio de outras coisas. E ele não passou disso por muito tempo, até que me dei conta de que seu autor era também o autor de O Mágico de Oz, livro que pretendo ler muito em breve. Depois dessa descoberta, vi o livro com outros olhos e fiquei muitíssimo curiosa para ler. Para saber o que eu concluí após a leitura, leia o post a seguir :)

Autor(a): L.Frank Baum
Páginas: 120
Editora: Martin Claret
Velocidade de Leitura: Lenta
Nota: 4/5
Sinopse: Contos de Fadas Norte-Americanos é uma coleção de doze deliciosos e originalíssimos contos repletos de magia e de encantamento, escritos por L. Frank Baum, o mesmo autor de uma das obras mais populares da literatura infantil, O Mágico de Oz.






Apesar da sinopse ser minúscula, ela diz muita coisa sobre esse livro. Os contos são realmente deliciosos (esse é um adjetivo perfeito para descrevê-los), possuem sempre uma ironia e um humor cômico por trás dos fatos, e a escrita de Baum é divertidíssima. Eles tem sempre uma moral, às vezes bem esclarecida, e às vezes não, quando é preciso pensar um pouco e refletir até encontrá-la.

"O que acontece quando queremos mais que podemos ter? E quando prometemos aquilo que não temos? Quando a ganância capital é nosso eixo sustentador da vida? Ou quando a tolice faz com que queiramos dominar o tempo?"

Cada conto tem sua peculiaridade, o que acontece neles nos faz refletir sobre a mentalidade humana e o que leva as pessoas a agirem de certo modo. Os personagens também são incríveis e singulares e acompanham seu pensamento mesmo muito depois de ter terminado a leitura. A habilidade de escrita de Baum me assusta, ele é brilhante.

"Muitas vezes, quando andava pelas ruas de Aberdeen, Frank era abordado por crianças que exigiam que ele contasse uma história. Essas crianças previram o seu futuro, viram a genialidade do contador de histórias que ele iria se tornar" (Linda MacGovern) 

Notem que na ficha técnica avaliei a velocidade de leitura como lenta, mas isso sempre acontece comigo quando o livro é separado em contos (ou capítulos de personagem). Eu acabo de ler um e fico meio atordoada querendo mais, é difícil seguir em frente e iniciar um novo sem um intervalo grande de horas ou até mesmo dias para aceitar o fim do último conto. Então sim, foi uma leitura demorada, apesar de ser um livro curto. Mas se você não tem problemas com livros de contos, então tenho certeza que sua leitura será mais rápida e fluída que a minha.

Na verdade o fato de ser um livro de contos também complica essa resenha, é ruim generalizar todos em um só, mas também não tenho condições de opinar em cada um dos 12 contos dessa coleção. De qualquer maneira, vou dizer pra vocês os títulos de todos eles, e depois digo os meus favoritos.

O Baú dos Ladrões
O Cachorro de Vidro
A Rainha
A Garota que Ganhou um Urso
As Letras Encantadas
O Hipopótamo Risonho
Os Bombons Mágicos
A Captura do Pai-Tempo
A Bomba Maravilhosa
O Manequim que Ganhou Vida
O Rei dos Ursos Polares
O Mandarim e a Borboleta

Os que eu mais gostei foram: A Rainha, O Hipopótamo Risonho, A Captura do Pai-Tempo, A Bomba Maravilhosa e O Rei dos Ursos Polares. Eles são maravilhosos.

Bom gente espero que tenham ficado curiosos e que leiam o mais rápido possível. Comentem suas opiniões!

Beijocas,
Alice.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Resenha: Vaclav e Lena

Oi gente!

Eu sei que eu disse que eu ia postar um vídeo hoje, eu tenho que parar de dizer coisas. Ainda pretendo gravá-lo e postá-lo, mas não é certeza.

Como hoje acabei de ler um livro, decidi fazer resenha, espero que vocês gostem =)


Autor(a): Haley Tanner
Páginas: 272
Editora: Intrínseca
Velocidade de leitura: Rápida
Nota: 5/5
Sinopse: Vaclav e Lena parecem destinados um ao outro. Eles se encontram pela primeira vez aos 6 anos, numa aula de inglês para imigrantes em Brighton Beach, no Brooklyn. Vaclav é precoce e falante. Lena, com dificuldade no idioma, refugia-se na segurança de sua adoração por ele. Ele imagina a história dos dois se desenrolando como em um conto de fadas. No entanto, uma das muitas verdades a serem descobertas nessa extraordinária obra de estreia de Haley Tanner é que "felizes para sempre" nunca é um desfecho garantido. Um dia, Lena não vai à escola. Desaparece da vida de Vaclav e da família dele como num cruel truque de mágica. Durante os sete anos seguintes, Vaclav deseja boa-noite a Lena todos os dias, perguntando-se se ela faz o mesmo onde quer que esteja. No dia do aniversário de 17 anos de Lena, ele finalmente descobre o que aconteceu. Haley Tanner tem a originalidade e a verve de uma contadora de histórias nata, e também a ousadia de imaginar um mundo em que o amor pode superar as circunstâncias mais difíceis. Em Vaclav & Lena, a autora dá vida a dois inesquecíveis jovens protagonistas que evocam a alegria, a perplexidade e a paixão de se ter uma profunda e duradoura ligação com outra pessoa.


Começa doce, singelo e inocente. Vaclav e Lena vivem situações complicadas mas sempre se mantendo sonhadores e puros. Isso fez com que eu os amasse rapidamente. Depois de uma forte reviravolta eles crescem drasticamente aos olhos do leitor, mas mantém ainda sua essência infantil e linda. É tão bom ver como os pensamentos deles ao mesmo tempo amadurecem e permanecem os mesmos.

A história passa veloz. E a leitura também.

Eu me envolvi com a paixão dos jovens russos, e me identifiquei com ambos. Nunca antes me identifiquei tanto! Não temos nada em comum. E apesar disso, nunca me senti tão parecida com alguém. Senti uma conexão psicológica com Vaclav e Lena. Eles acreditam piamente em sonhos pouco prováveis e provavelmente impossíveis. Faço isso também. Sou humana.

Teve uma parte em que os personagens foram muito precipitados, mas nem por isso eu acabei julgando-os infantis, em uma situação em que eu normalmente faria. Eu simplesmente entendi o que eles sentiram ao fazer aquilo. Porque foi tão real pra eles quanto pra mim. Muitos escritores já tentaram e falharam nisso comigo antes. Haley Tanner foi a primeira a criar um personagem que me conquistou por inteiro, cujas justificativas de suas ações não tivessem lacunas ou gerassem dúvidas. Talvez não seja assim com todo leitor. Talvez seja.

E o fim chegou. Não foi direto nem conclusivo. O livro simplesmente acabou insinuando a felicidade de todos, mas sem tornar alguém realmente feliz. Finais assim tem uma beleza que admiro mas não aprecio. Gostaria que a autora tivesse costurado sua trama até o fim, sem deixar pontas balançando ao vento. Se eu não acho que ela só queria um pouco de imaginação vinda dos leitores? Acho. Mas não gosto disso. Acho teoricamente legal, mas na hora de ler um livro, quero ver tudo arrumadinho e no lugar. Finais assim me frustam.

Apesar disso, não poderia dar ao livro uma nota menor do que a máxima, não pareceria certo. Eu costumo dizer a mim mesma que avalio os livros pelo que eles significam pra mim, por como eles fizeram eu me sentir, e não pela aparência da obra ou qualidade da escrita (mas na verdade tanto aparência quanto a qualidade da escrita acabam influenciando o que eu sinto, e consequentemente a minha avaliação. Ou seja: esses critérios só influenciam a nota indiretamente, mas influenciam).

Li o livro em 2 dias. E já deixou saudades.

Alice.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Resenha: Quem Sou Eu, Afinal?

Oi gente!

Essa é a resenha do primeiro livro lido de 2014! Que, aliás, não poderia ter sido aberto com obra melhor. "Quem sou eu, afinal?" do querido autor parceiro, Ricardo Valverde.

Autor(a): Ricardo Valverde
Páginas: 245
Editora: Novo Século
Velocidade de Leitura: Rápida
Nota: 5/5
Sinopse: Após doar seu sêmen pela última vez, Daniel Lebzinski, um senhor envolto em tristeza e amargura, tenta retornar a sua casa, mas é surpreendido pelo esquecimento. O que parecia ser apenas um fato isolado transforma-se em uma série de eventos repetitivos. Com o auxílio de Judith Stelar, enfermeira e amiga de longa data, o doador de sêmen é diagnosticado com o Mal de Alzheimer e passa a lutar contra essa terrível doença. Benjamim, um jovem doce e sonhador, está prestes a descobrir o amor pela primeira vez com Laila, sua namorada, quando se depara com um antigo exame, que irá mudar a trajetória de toda a sua vida. Ao descobrir que seu pai é estéril, o jovem parte em busca de sua verdadeira origem. Elad Raviv, um marido distante e ausente, se vê frente a frente com os mais profundos abismos de seu coração e parte em uma árdua jornada à procura de uma razão para viver. O que essas três histórias podem ter em comum? Quem são eles, afinal? Por qual razão a vida os colocou no mesmo caminho?

Um dia desses eu falei pelo Facebook pro Ricardo: "Eu tô em São Paulo! Quero comprar seu livro, você não quer se encontrar comigo pra me dar um autógrafo?". E ele, sempre um amor, disse que adoraria.

Marcamos de ir na Discoteka Cultural, uma livraria pequena, mas charmosa, cujos donos são super amigos do Ricardo. Meus pais e minha irmã me deixaram lá e foram dar uma volta no shopping onde a livraria fica. Eu comprei o livro, que ele autografou feliz, e então ficamos conversando sobre várias coisas por um tempo. Eu ri pra caramba. Fico tentada a dizer que não haja pessoa mais simpática na face da Terra do que o Ricardo. Sério.

"Querida Alice. Que as palavras a seguir alcancem o seu coração. Um abraço, do amigo, Ricardo"
Pode ter certeza que elas alcançaram!

Foi uma conversa gostosa (=. Depois meus pais apareceram, conversamos nós todos um pouco mais, e em seguida fomos embora. E claro, gostando ainda mais do autor parceiro que tenho a sorte de poder chamar de amigo.

Da esquerda pra direita, respectivamente: meu pai, minha mãe, o Ricardo, eu e minha irmã.

Sobre "Quem sou eu, afinal?" :

Logo no início do livro tudo parece meio desconexo. Mas histórias que não tem nada em comum vão lentamente começando a fazer sentido. O Ricardo vai tecendo suas histórias bem devagarinho até que, no fim: Pimba. Várias histórias são uma só. Uma trama sem pontas. Perfeita.

Senti profundamente a evolução da escrita do Ricardo (apesar de suas outras histórias lidas por mim serem tão boas quanto esta, a última foi escrita com mais sentimento, foi mas prazeroso de ler). Houve momentos em que eu estava tão deliciada com suas palavras que me esqueci completamente das coisas ao meu redor. Teve até uma vez que eu voltei a realidade depois de ler um parágrafo lindamente escrito que eu fiquei encarando o livro sem me lembrar quem o havia escrito, o que é maravilhoso!

Como eu sou amiga do Ricardo, sempre que eu leio algo escrito por ele eu o imagino escrevendo, o que torna a história menos real, de certa forma. Mas em Quem sou eu, afinal? eu mergulhei tão profundamente na linda trama que ele escreveu que isso não me incomodou quase nada. 

Diferente em tantos aspectos "dos 2012", mas ainda sim com um toque de Ricardo que eu não pude deixar de apreciar. As descrições dos lugares, das comidas e das pessoas foram muito bem feitas e mesmo com os nomes esquisitos, me senti bem próxima do lugar, assim como nos outros livros do autor.

O desfecho foi maravilhoso. Mesmo com um acontecimento previsível desde o começo do livro (e até antes dele), não pude deixar de me emocionar. Caíram lágrimas atrás de lágrimas. E mesmo depois, quando um final incrivelmente feliz, mas nem um pouco clichê, apareceu no horizonte, eu ainda chorava. Só que dessa vez eram lágrimas de felicidade. 

Tudo se entrelaçou perfeitamente, foi lindo. 

Certo. Elogios, elogios, e mais elogios. Chegou a hora de criticar um pouquinho, hihihi.

A linguagem usada pelo autor não varia de personagem pra personagem. O que eu quero dizer? Todos os personagens falam como adultos. Tudo bem que tecnicamente são todos adultos, sim. Mas Benjamim e Laila, devem ter o que? 20 anos, ou algo por aí. E apesar disso falam como adultos maduros que sabem tudo da vida. Faltou um pouco de linguagem moderna (não digo gírias, nada disso. Só palavras que expressem menos certeza. Chamar um namorado de "meu querido" ou "meu lindo" casualmente, mesmo que você tenha certeza de que o ama, parece forçado. Algo que apenas marido e mulher fariam). Não sei se me expressei corretamente, mas algumas palavras pareceram fora de lugar, não adequadas aos personagens.

E essa foi minha mini e única crítica. 

Então leiam, leiam, leiam e compartilhem suas experiências literárias com todo mundo, porque é um livro maravilhoso, com uma lição de vida maravilhosa escrita por um escritor maravilhoso. 

Obrigada Ricardo. Por ser um amigo querido, simpático, gentil, prestativo, legal e por escrever livros lindos que merecem, acima de tudo, serem lidos.

Beijos, beijos.
Alice.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Resenha: As Melhores Histórias de Sherlock Holmes

Oi gente!

Essa é a resenha do último clássico do ano de 2013! O de dezembro! É o terceiro que eu li ano passado que foi escrito pelo Sir Arthur Conan Doyle, mas ok. Vamos lá?

Autor(a): Sir Arthur Conan Doyle
Páginas: 144
Editora: L&PM Pocket
Velocidade de Leitura: Rápida
Nota: 5/5
Sinopse: Estão aqui reunidos aqueles que são considerados por especialistas e fãs os melhores contos protagonizados por Sherlock Holmes e dr. Watson. Os dois amigos se colocaram no lugar da vítima para desvendar uma tentativa de assassinato em "A Faixa Malhada". Em "Um Escândalo na Boêmia", o leitor conhecerá a encantadora Irène Adler, que faz Holmes rever seu conceito sobre a inteligência feminina. Em "A Liga dos Cabeça-Vermelha", uma misteriosa entidade dá dinheiro a homens ruivos simplesmente pelo fato de serem ruivos. "O Problema Final" é a famosa história em que Holmes sacrifica-se para combater o arquivilão do crime, professor Moriarty; e "A Casa vazia" marca o retorno do mais célebre e querido dos detetives particulares.


"As Melhores Histórias de Sherlock Holmes" contém 5 pequenas aventuras do brilhante Holmes e de seu fiel escudeiro Watson, quase tão querido por mim quanto o primeiro. Cada história se passa em uma época da carreira de investigador de Holmes (a primeira quando ele e Watson ainda viviam juntos em Baker Street e as outras mais tarde, quando Watson já havia se casado e se mudado). Tenho a impressão, mas não certeza de que são contadas em ordem cronológica, o que gera uma impressão legal de crescimento e amadurecimento dos personagens e casos.

No livro são citados dois personagens que aparecem frequentemente nos filmes mais novos estrelados por Robert Downey Jr., mas que não tinha visto até em então nos livros. Eles são o diabólico professor Moriarty e a astuta Irene Adler. Para minha surpresa, eles aparecem rapidamente, ao contrário de nos filmes, onde são personagens bastante importantes.

As três primeiras histórias são bem interessantes, mas as duas últimas me deixaram muito emocionada, amei os personagens como nunca, e fiquei realmente triste ao me lembrar, depois de um tempo, que eles não existiam de verdade.

Depois de ler esse livro está mais do que evidente pra mim: Sir Arthur Conan Doyle é tão genial quanto seu ilustre protagonista (tanto que não é por falta de motivos que ele ganhou o título de Sir).

A resenha está curtinha sim, mas acho que passei a ideia que eu queria passar (apesar de vocês, leitores frequentes, já estarem acostumados com meus elogios direcionados ao Holmes).

Então, leiam. Uma, duas ou três vezes. Tenho certeza que vai sentir o mesmo que eu sinto quando leio Conan Doyle, e então, por favor, espalhem seus elogios!

Comentem!
Beijocas, beijocas.

Alice.


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Resenha: Alice no País das Maravilhas

Oi gente :)
Hoje tem resenha do Clássico do Mês de Outubro!

Autor: Lewis Carroll
Páginas: 110
Editora: Loyola
Velocidade de Leitura: Rápida
Nota: 4.5/5
Sinopse: O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai em uma toca de coelho e vai parar num lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas.
O livro faz brincadeiras e enigmas lógicos, o que contribuiu para sua popularidade. Carroll também faz alusões a poemas da era vitoriana e a alguns de seus conhecidos, o que torna a obra mais difícil de ser compreendida por leitores contemporâneos. É uma das obras escritas da literatura inglesa que tiveram mais adaptações na história do cinema, TV e teatro.



Não há uma pessoa no mundo que não saiba, nem que vagamente, qual é a história de Alice no País das Maravilhas. Por isso não vou me demorar muito nesse ponto. 

Eu já tinha lido a história, visto mais de um filme e já estava bastante familiarizada com tudo. Por esse motivo minha leitura foi tão prazerosa quanto seria se eu não estivesse familiarizada. Mas essa foi a primeira vez que li o texto integral, o que cedo ou tarde eu teria que fazer. 

Eu, pessoalmente, sinto uma espécie de conexão com a história porque a protagonista é minha xará, hehehe. Na verdade, é justamente por causa dessa personagem que eu me chamo Alice, então eu realmente senti vontade de conhecer a história original. A leitura é bem fácil, acho que por ter sido escrita para crianças (apesar de muitas pessoas discordarem dessa afirmação). 

Eu tenho três edições desse livro. Uma que faz parte daquela coleção dos menores livros do mundo, uma m a r a v i l h o s a em espanhol e a que eu li, cuja capa se encontra aí em cima. 

A primeira é bonitinha, com desenhos coloridos (mas honestamente, já vi melhores), etc. Eu não sei se o texto é integral, mas se não é, é bem parecido. (clique nas imagens para ver melhor)



A versão em espanhol eu ainda não li (sim gente, eu sei ler em espanhol). Mas é minha preferida. Apesar das imagens a seguir não mostrarem muita coisa, as ilustrações são LINDAS. 



A versão que eu li é bonita também. Tenho desde pequena. Tem ilustrações bem bonitas e letras grandes.



Eu gosto bastante dessa história (embora não goste do fim), e acho que foi uma ótima leitura. Deixo como recomendação para quem ainda não leu :)

Beijos!

Minha gata, Minerva :)

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Resenha: O Nome do Vento

Oi gente!
Pra quem estiver lendo isso, mas estiver com preguiça de ler até o final, eu imploro: se esforce. Pois essa é uma resenha de um livro maravilhoso, e se você ainda não leu, quem sabe minha resenha não te dê o empurrãozinho de que você precisa?

Autor: Patrick Rothfuss
Páginas: 648
Editora: Arqueiro
Velocidade de leitura: Média
Nota: 5/5
Sinopse: Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.
Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano - os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.
Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade. 
Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.

O livro começa de forma poética, e termina também. A história é sobre Kvothe, um homem de muitos nomes. Se inicia em terceira pessoa, mas a maior parte do livro é composta por um relato em primeira pessoa que nosso querido herói faz para um Cronista, que a está escrevendo. Ele diz que para contá-la inteira ele precisará de três dias. Esse livro contém seus relatos do primeiro dia. 

É uma história incrível, todas as fases da vida de Kvothe são repletas de emoções tão fortes que podem te levar a amá-lo antes que você perceba. E mesmo assim, não o compreendo ainda, apesar das 600 páginas que passei em sua companhia. Ele, e muitos outros personagens ao seu redor, são um completo mistério para mim. Eu acho que isso prova o quão brilhantemente desenvolvidos eles são. Não me lembro de já ter visto tanta vida num livro. E os outros personagens destacam-se tanto na história quanto o protagonista, achei isso admirável. Eu os amo.  

Admito que me demorei no começo, mas isso não foi culpa do autor, é claro. Demorei mais de uma semana pra ler, mas só porque eu estava concentrada em assistir seriados. Isso fez com que eu deixasse o livro de lado por um longo período. Não posso dizer que me arrependa mais. Li cerca de 120 páginas em uma semana e o resto nos últimos dois dias. 

E ainda por cima é uma fantasia-medieval. Eu não queria outra coisa. Na verdade, foi por isso que comprei o livro, por se tratar do gênero (e pela capa linda), no qual eu estou v i c i a d a. Na verdade, não consigo pensar num melhor investimento de dinheiro. 

Deixo uma indicação de trilha sonora pra vocês: Mumford & Sons, minha banda preferida. Porque eu não sei, mas eu sempre penso em aventuras medievais quando eu escuto suas músicas. A música a seguir, em especial, combina muito com o livro: 


Espero que tenha expressado com sucesso o quanto adorei o livro nos poucos parágrafos acima. E caso você não tenha lido, e eu não tenha te convencido a ler ainda, saiba que todos os meus amigos no Skoob que leram O Nome do Vento deram cinco estrelas de nota, isso quando não o adicionaram aos favoritos (link). 

Beijos!
Alice.




domingo, 29 de setembro de 2013

Resenha: Um Estudo em Vermelho

Salve pessoal! Tudo certo com vocês?
Hoje tem resenha do Clássico de Setembro, segue aí:

Autor(a): Sir Arthur Conan Doyle
Páginas: 192
Editora: Rideel (a imagem é meramente ilustrativa, eu li em PDF)
Velocidade de leitura: Rápida
Nota: 5/5
Sinopse: 'Um estudo em vermelho' é a primeira história de Sherlock Holmes e o primeiro livro publicado por Sir Arthur Conan Doyle. Muito menos do que um livro de estréia, esta história nasceu clássica, com seu ritmo vertiginoso de suspense e mistério que consagraria seu protagonista Sherlock Holmes como o mais apaixonante e popular detetive da história da literatura. 'Um estudo em vermelho' propõe um enigma terrível e invencível para a polícia, que pede auxílio a Holmes - um homem é encontrado morto, sem ferimentos e cercado de manchas de sangue. Em seu rosto uma expressão de pavor. Um caso para Sherlock Holmes e suas fascinantes deduções narrado por seu amigo Dr. Watson, interlocutor atento e maravilhado com a inteligência e talento do detetive.

Como a sinopse já diz, o livro é a primeira história de Holmes, e a primeira publicação de Doyle. Mesmo sem eu saber esse foi o primeiro livro do autor que eu li, isso se não foi o primeiro clássico. Mas isso foi em 2011, se não me engano. Como eu não lembrava nada, resolvi reler. E realmente, foi como ler o livro pela primeira vez, eu não me lembrei de nenhum fato relevante.

A história começa com Dr. Watson narrando os acontecimentos. Ele acaba de voltar do Afeganistão e está hospedado em Londres, sua saúde por um fio. Por um tempo ele fica num hotel, mas acaba tendo dificuldades em pagar sua hospedagem, então decide procurar alguém com quem dividir as despesas de um aluguel. Um amigo que encontrou por acaso lhe apresenta Sr. Sherlock Holmes, um sujeito intrigante que, assim como Watson, procura alguém com quem dividir despesas.

E assim começa a história. Watson e Holmes mudam-se para seu famoso endereço na Baker Street, e quando Holmes recebe um telegrama de um membro da Scotland Yard pedindo orientação em um caso peculiar, o médico e o detetive começam a investigar.

Não preciso dizer que eu amo essa dupla, são um dos meus personagens favoritos, isso se não forem os favoritos.

Holmes é brilhante (e doido). As deduções que ele faz são incríveis, nem mesmo um membro do FBI, com toda a tecnologia de hoje em dia, está a sua altura. Tem coisas que ele diz e faz que tenho certeza que nem passariam pela minha cabeça se eu estivesse em seu lugar. E Watson, bom, é o Watson. Ele é leal, inteligente e bondoso. Tudo que um bom homem precisa ser.

Quanto a história, em si, é ótima. Mas acredito já ter lido outras (do Holmes) mais enigmáticas. Como ele próprio disse, esse caso foi simples.

Enfim, não creio ter nada a acrescentar a não ser: leiam.

Um beijão,
Alice.

P.S.: Eu li em PDF e só queria ressaltar que foi uma das melhores leituras digitais que eu já fiz. Normalmente a coisa toda é bem nojenta quando você baixa gratuitamente, mas esse arquivo estava maravilhoso. Tornou a leitura fácil e prazerosa. Então eu gostaria de agradecer a seja lá quem for o responsável! Se alguém quiser o arquivo, me manda um e-mail (alicek2011@hotmail.com) que eu enviarei com o maior prazer!

P.P.S.: Quanto aos filmes recentes, eu acho que o Robert Downey Jr. é um Holmes perfeito, o único problema dos filmes são as histórias malucas e as coisas meio "mágicas". Holmes é prático, ágil e brilhante, mas não é um deus e nem nada do tipo. Agora tchau!


sábado, 31 de agosto de 2013

Resenha: Admirável Mundo Novo

Caros leitores, é com imenso prazer - l i t e r a l m e n t e - que escrevo essa resenha. Depois de MUITA enrolação eu finalmente tomei vergonha na cara e conclui a leitura de Admirável Mundo Novo, o Clássico do Mês de agosto.

Autor(a): Aldous Huxley
Páginas: 242
Editora: Globo
Velocidade de leitura: Lenta (arrastada!)
Nota: 4/5
Sinopse: Ano 634 d.F. (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta, os seres humanos (pré-condicionados) têm comportamentos (pré-estabelecidos) e ocupam lugares (pré-determinados) na sociedade: os Alfa no topo da pirâmide, os Ípsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família, monogamia, privacidade e pensamento criativo constituem crime. Os conceitos de "pai" e "mãe" são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene, um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia: acalentando um desejo não natural por solidão, não vendo mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória, Bernard quer se libertar. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem, onde a vida antiga, imperfeita, subsiste, pode ser um caminho para curá-lo. Extraordinariamente profético, "Admirável mundo novo" é um dos livros mais influentes do século XX.

Você que está disposto a ler a resenha mas não leu a sinopse, volte um pouquinho. Essa sinopse (retirada do Skoob) descreve exatamente o que eu tentaria (em vão) expressar nessa resenha. 

Todo leitor nato já leu uma distopia na vida, a única coisa que difere essa das outras é o ano de publicação: 1932. O que, é claro, é a principal fonte da estupefação dos leitores. Como alguém, na primeira metade do século XX descreveria tão maravilhosamente um futuro que agora, em 2013, parece tão provável?

Apesar de minha leitura não ter sido muito prazerosa e tampouco rápida, não negarei que é um livro total e completamente genial. 

Eu comecei o livro no início desse ano. Durante um mês e meio, lendo com grandes intervalos de tempo, conclui cerca de 80 páginas. E então comecei a ler outros livros e deixar esse de lado. De vez em quando (raramente, muito raramente) eu lia umas páginas e parava. Conclusão, anteontem meu marca-página repousava na página 95, não havia chegado nem na metade do livro. E não havia lido nenhum clássico esse mês. Então pensei comigo mesma: Por que não fazer o impossível e ler nesses três dias mais desse livro do que li nos últimos 5 meses? E assim aconteceu. No primeiro desses três dias, li um capítulo. Ontem li 100 páginas (uma imensa vitória!) e hoje mais 50. 

A verdade é que a partir da página 95 a história começou realmente a acontecer. E a aparição de um Selvagem fez as coisas ficarem mais fáceis e prazerosas.  

Os personagens são misteriosos, não sinto como se os conhecesse. Tampouco senti grande admiração pela escrita de Aldous, eu precisei realmente me esforçar para entender suas linhas de raciocínio. No final, acho que compreendi bem como os habitantes do "mundo novo"  pensavam (ou não pensavam), e como os Selvagens enxergavam a sociedade moderna, no entanto, com grande esforço. Se o autor escreveu dessa maneira de propósito, não faço ideia. Tudo o que sei é que não me agradou. 

E o fim? Infeliz. Eu não gosto muito de finais infelizes, mas se deixar um gostinho de quero mais, ou uma profunda dor no coração, eu aceito. Mas o fim de Admirável Mundo Novo não é assim. É infeliz, mas não me fez sentir nada, permaneci indiferente.   

Eu me sinto tentada a lhes contar mais sobre a história, mas não há nada a falar que a sinopse já não tenha informado. Então vou ficar por aqui... Obrigada a quem leu!

Minha recomendação para quem gosta de distopias é: leia. 

Um beijo,
Alice.

sábado, 24 de agosto de 2013

Resenha: As Crônicas de Nárnia

Olá gente!
Tudo bom?

Autor(a): C.S. Lewis
Páginas: 752
Editora: WMF Martins Fontes
Velocidade de leitura: Lenta
Nota: 5/5
Sinopse: Viagens ao fim do mundo, criaturas fantásticas e batalhas épicas entre o bem e o mal - o que mais um leitor poderia querer de um livro? O livro que tem tudo isso é O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, escrito em 1949 por Clive Staples Lewis. Mas Lewis não parou por aí, seis outros livros vieram depois e, juntos, ficaram conhecidos como As crônicas de Nárnia.
Nos últimos cinquenta anos, As crônicas de Nárnia transcenderam o gênero da fantasia para se tornar parte do cânone da literatura clássica. Cada um dos sete livros é uma obra-prima, atraindo o leitor para um mundo em que a magia encontra a realidade, e o resultado é um mundo ficcional que tem fascinado gerações.
Esta edição apresenta todas as sete crônicas integralmente, num único volume magnífico. Os livros são apresentados de acordo com a ordem de preferência de Lewis, cada capítulo com uma ilustração do artista original, Pauline Baynes. Enganosamente simples e direta, As crônicas de Nárnia continuam cativando os leitores com aventuras, personagens e fatos que falam a pessoas de todas as idades, mesmo cinquenta anos após terem sido publicadas pela primeira vez.




Nunca li, em toda minha existência um livro melhor que esse. Há aqueles com que posso compará-lo, como Harry Potter e O Senhor dos Anéis. Mas a verdade, é que não há na face da Terra um livro melhor que As Crônicas de Nárnia.

C.S. Lewis escreveu de um jeito que me fez chorar, tamanha perfeição. Há tanto equilíbrio em sua escrita! Ele descreveu as paisagens em detalhes, mas de uma maneira muito menos cansativa do que a de Tolkien. E seus personagens despejam tanto carinho, medo, honra, curiosidade, amizade e amor, que eu sinto como se tivesse esquecido um pedaço de minha alma lá. 

E por falar em personagens, talvez apenas em Harry Potter eu tenha amado tantos deles. Desde os Quatro Filhos de Adão e Eva mais famosos, até meu querido Rip, não há um personagem - com exceção dos vilões e traidores - que eu não tenha amado. Isso sem falar de Aslam. Ele é indescritível. Se pudesse escolher um personagem para conhecer pessoalmente, seria ele. Aslam, em carne e osso. 

Já sentiu tanto amor por algo, ou alguém, ao ponto de sentir um formigamento no coração? Porque foi exatamente isso que eu senti quando terminei a leitura. E falando nisso, poderia ter um fim mais terrivelmente perfeito?

Não é preciso dizer que qualquer pessoa que se considere um leitor nato tem que ler Nárnia em algum momento da vida, já que o livro é considerado um clássico da literatura fantástica e infantil. Eu pretendo reler muitas vezes.

O volume único é formado por sete livros de aproximadamente 100 páginas cada (eu acho que é o maior livro que li até agora, mas não tenho certeza). Apenas três deles falam de Lúcia, Susana, Edmundo e Pedro (embora sejam mencionados em seis deles), os três que viraram filme. Eu não sabia disso antes de ler. Mas todas as histórias tem meu respeito e carinho.

Espero que tenha conseguido expressar meu imenso amor pelo livro nos poucos parágrafos acima. Mas se não ficou claro, você que não leu Nárnia ainda, vá ler imediatamente.

Beijos,
Alice.



sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Resenha: Bling Ring - A gangue de Hollywood

Oi gente :)
Hoje tem resenha de um lançamento da Intrínseca muito desejado, Bling Ring: A gangue de Hollywood! O fato da estréia do filme baseado nesse livro estar próxima (16/08), somado ao fato de que Emma Watson (<3) está no elenco, resulta em pessoas malucas pra ler o livro em breve. Eu não fui diferente, é claro...

Autor(a): Nancy Jo Sales
Páginas: 266
Editora: Intrínseca
Velocidade de leitura: Média
Nota: 4.5/5.0
Sinopse: Entre 2008 e 2009, as residências de Lindsay Lohan, Orlando Bloom, Paris Hilton e diversas outras celebridades foram invadidas e saqueadas. Os ladrões, um grupo de jovens criados em um endinheirado subúrbio de Los Angeles, levaram o equivalente a 3 milhões de dólares em joias, dinheiro e artigos de grife, como relógios Rolex, bolsas Louis Vuitton, perfumes Chanel e jaquetas Diane von Furstenberg. As notícias surpreendentes sobre o caso chocaram Hollywood e intrigaram o mundo. Por que esses garotos, que em nada correspondiam à tradicional imagem dos bandidos, realizaram crimes tão ousados?
A jornalista Nancy Jo Sales entrevistou os envolvidos, incluindo os pais e os advogados dos jovens, e até mesmo as celebridades que sofreram os assaltos. Em Bling Ring: a gangue de Hollywood, ela apresenta todos os detalhes de uma das quadrilhas mais audaciosas de nossos tempos. A história real também inspirou o filme de Sofia Coppola, estrelado por Emma Watson.

Para os poucos que não sabem, essa é uma história total e completamente verídica. A autora, Nancy Jo Sales, escreveu um artigo para a revista Vanity Fair, intitulado "Os Suspeitos Usavam Louboutin", que contava a história da gangue Bling Ring. O livro, a mesma coisa, mas de maneira pessoal, com a autora narrando seus encontros com os envolvidos e seus pensamentos e opiniões em primeira pessoa (embora seja como ler uma matéria no jornal, pela maneira que a Nancy escreve - Uma vez jornalista, sempre jornalista) . Eu gostei muito dela, acho que ela encarou toda essa realidade com muita esperteza. E ela é muito sortuda por conhecer a Emma...Hihi! 

Bom, preciso dizer que comprei o livro principalmente por causa da Emma...? Não, né? Haha. Mas a história me deixou bastante curiosa também, então...!

E não me arrependi, o livro é bem legal! Eu não sei vocês, mas na época em que os roubos aconteceram (a partir de 2008), eu não fiquei sabendo de nada. Na verdade só soube quando a Intrínseca informou que iria publicar o livro. Mas eu gostei bastante de entender como e porque as coisas aconteceram. O que, na verdade, não passou de estupidez.

Quando eu penso em casas de celebridades eu imagino elas com aqueles sistemas de alarme que quando detectam alguém liberam uma "teia de lasers" e para passar por ela o ladrão assopra um pó para revelar os lasers e se contorce todo, que nem nos filmes de espião. Nunca passou pela minha cabeça que Paris Hilton esconderia a chave de casa embaixo de um capacho na frente da porta. Estupidez define, certo?

No começo do livro eu simpatizei muito com o grupo de ladrões, eu pensava coisas como: "Meu santo Deus, uns idiotas roubaram um monte de celebridades (também idiotas, tirando o Orlando!). Eles são demais!", e então fui conhecendo melhor os membros da quadrilha, e eles eram uns baita de uns estúpidos. Metidos até a tampa com drogas, sexo e álcool. O único com que continuei simpatizando até quase o final do livro foi Nick Prugo. Ele se entregou, e entregou seus amigos à polícia, ele fez a coisa certa depois de fazer muita coisa errada. E claro, também parei de admirar a gangue depois de ler os depoimentos das vítimas. Elas sofreram uma enorme invasão de privacidade, e eu senti muito por elas. Mas quando eu li o depoimento do Orlando Bloom (que eu amo pra valer <3), quase chorei! E fiquei muito brava com a Bling Ring (embora na hora ainda gostasse de Prugo)!

Depois de me decepcionar muito com Alexis Neiers (a personagem que Emma interpreta foi baseada nela) durante o livro, no finalzinho (nas últimas páginas), eu passei a gostar dela. Quando acabei o livro fui direto pro google pra procurar fotos dos envolvidos, e acabei no Twitter da Neiers. Se ela não fosse uma ex-criminosa, eu a seguiria! Ela parece ter realmente recomeçado... Mas mesmo assim, não confio na Alexis! E também visitei o Facebook do Nick. E não, eu não o adicionei. Mas enfim... Foi meio esquisito ver que eles existem de verdade e tem Facebook e Twitter, sabe? Como ler um livro e se dar conta de que tudo aquilo é verdade, que todos existem, que eu posso até mesmo conhecê-los! É bem bizarro.

Mas enfim, esse foi, pra meu grande desapontamento, o primeiro livro da Intrínseca que eu li, que deixou a desejar na diagramação. Está horrível. Os capítulos não tem uma abertura em outra folha, é um capítulo atrás do outro separado apenas por números... Há erros de pontuação e grafia, e as fotos presentes estão todas no meio do texto e com a fonte das legendas quase do mesmo tamanho que a fonte do texto, o que complicou um pouco a leitura.

Mas no geral, eu gostei muito do livro e espero ansiosamente a estréia do filme com a Emma L-I-N-D-A!
É isso gente!
Espero que tenham gostado :)
Beijocas,
Alice.

Gangue original:



quarta-feira, 31 de julho de 2013

Resenha: O Mercador de Veneza

Oi galera!
Hoje teremos a resenha do Clássico do Mês de Julho... =)

Autor(a): William Shakespeare
Páginas: 49 (a versão que eu li, em e-book, tinha 49 páginas, a da Martin Claret tem mais - essa imagem é meramente ilustrativa)
Editora: *
Velocidade de leitura: Média
Nota: 4.0/5.0
Sinopse: Um jovem pede dinheiro ao mercador local, para que seu amigo obtenha a mão da amada em casamento. Em meio a isso, ele expõe sua carne em garantia de um empréstimo cedido por um agiota, para tal fim.





Esse é o segundo Clássico do Mês que eu leio que foi escrito pelo Shakespeare. E, assim como em Sonho de uma Noite de Verão, fui bastante surpreendida...

Gostei bastante da história, que para quem não entendeu a sinopse medíocre acima, trata-se do seguinte: Antônio é O Mercador de Veneza do título, ele tem um amigo, o Bassânio, que lhe pede dinheiro emprestado para que possa desposar de Pórcia. Como Antônio não tem o dinheiro, mas quer ajudar seu amigo, ele faz um empréstimo de Shilock, um judeu rico, que impõe a condição de que se não receber o dinheiro de volta em um prazo determinado, Antônio terá que lhe pagar com a própria carne. Antônio, que espera pagamentos de todo lugar do mundo chegarem em navios dentro do prazo determinado pelo judeu, aceita. E daí se desenrola a história.

O vilão, nesse caso, é o judeu. Eu li umas resenhas no Skoob e alguns indivíduos disseram que Shakespeare era anti-semita (peça polêmica!)... Mas não é isso que o discurso do personagem nos mostra: “(...) Sou um judeu. Então, um judeu não possui olhos! Um judeu não possui mãos, órgãos, dimensões, sentidos, afeições, paixões? Não é alimentado pelos mesmos alimentos, ferido com as mesmas armas, sujeito às mesmas doenças, curado pelos mesmos meios, aquecido e esfriado pelo mesmo verão e pelo mesmo inverno que um cristão?”. Alguém anti-semita diria isso?!

Shilock é como um vilão deve ser. Tive vontade de esbofetá-lo algumas várias vezes, rsrs. Mas no final, suas atitudes tinham cabimento e justificativa, embora tenham sido drásticas por demasiado.  

Gostei muito de Pórcia, ela é como uma heroína deve ser (talvez um pouco mais orgulhosa e vingativa do que deveria... Mas eu sou assim, então tá beleza)! Ela foi inteligente e corajosa, mais do que qualquer um.

Mas enfim, é isso! Espero que tenham lido gostado! Mas e aí, já leram O Mercador de Veneza? Ou Shakespeare? Comentem!

Beijos,
Alice.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Resenha: Postais do Coração

Olá gente linda! Eu ando me sentindo bem animada para postar no blog, faz bastante tempo que isso não acontece. Nem sei o que mudou, na verdade. Mas infelizmente, esse post demorou bastante pra sair porque eu estou viajando. Mas enfim, hoje teremos como sempre uma resenha! Vamos lá?

Autor(a): Ella Griffin
Páginas: 447
Editora: Novo Conceito
Velocidade de leitura: Média
Nota: 4.0/5.0
Sinopse: Saffy tem um trabalho incrível em uma agência de propaganda em Dublin. Ela mantém sua difícil mãe a uma distância segura. E acredita que seu namorado, o ator Greg — o próximo Colin Farrell — finalmente irá pedi-la em casamento. 
Conor admira a linda Jess. Mas depois de sete anos e gêmeos, ela ainda não se casará com ele. Ele passa os dias ensinando adolescentes terríveis e as noites escrevendo o livro que espera que mude tudo — inclusive a mente dela. Mas está difícil de alcançar finais felizes...


Eu confesso que não esperava muito do livro... Eu odiei a capa (ta, nem tanto), me fez pensar que o livro não passava de um romance sem sal, porque é isso que a capa nos diz e o título. Mas eu estava errada. É um Chick-lit super engraçado e bem desenvolvido. 

Ter um comentário positivo da Marian Keyes na capa deu ao livro alguns pontinhos extras antes de começar a leitura... O começo, em si, é meio irritante. Mas depois as coisas vão se encaixando e tudo fica lindo!

Tem romance, drama e comédia nas medidas certas. Dá pra torcer, chorar e rir um monte!

Os personagens tem relações difíceis, e você não sabe se quer que as relações se tornem fáceis, ou que simplesmente desapareçam. A autora nos confunde, vira tudo de ponta cabeça, pra depois tudo fazer mais sentido. 

O problema está em algumas pontas soltas no final, a autora deixou tudo meio obscuro, como se quisesse que nós leitores, criássemos o destino de alguns personagens. Apesar de parecer original e criativo deixar nas mãos dos leitores, eu não gosto de pontas soltas, gosto quando as coisas se encaixam. Mas na verdade são só uns dois personagens que acabam inacabados, rsrs.

Então, no geral, o livro é bom. Recomendo para vocês todos, hehehe.

Antes de acabar, gostaria de chamar atenção de vocês para a nacionalidade da escritora, que é irlandesa. Eu pessoalmente não li muitos livros de irlandeses (só A Casa das Orquídeas, alguns da Marian Keyes - <3 - , O livro das coisas perdidas e agora esse), mas eu ouço muito as pessoas dizendo que os autores dessa nacionalidade tem um talento absurdo e que é raro achar um livro irlandês mal escrito. Até agora, eu não me decepcionei  com relação a isso, mas e vocês, acham que é verdade ou só besteira?

Beijos, beijos!
Alice.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Resenha: Memórias Póstumas de Brás Cubas

Olá terráqueos! Passam bem? Espero que sim :)
Hoje teremos resenha do Clássico do Mês de junho, que aliás eu tive que ler pra escola. Bora?!

Autor (a): Machado de Assis
Páginas: 263
Editora: Globo
Velocidade de leitura: Lenta
Nota: 4.0/5.0
Sinopse: Após sua morte, Brás Cubas resolve contar em um livro suas experiências de vida. Suas namoradas, seus amigos, suas perdas, suas ideias, suas loucuras, seus delírios... suas Memórias. 
Através de muitos conhecimentos, infinitas referências, Machado de Assis escreve com absurda genialidade e habilidade, vivendo seu personagem.






Como eu disse antes, eu li o livro pra escola. Eu não achei muito inteligente da parte da minha professora fazer alunos do 9º ano lerem Machado de Assis, porque sei que isso vai afastar muitos leitores. Mas também tenho que agradecê-la, porque se não fosse por ela, eu só leria Machado no Ensino Médio. Foi difícil, mas consegui ler o livro a tempo.

O Machado é genial, não posso negar. Foi uma das leituras mais ricas que eu já fiz. Ele fez referências a mitologia grega, a mitologia romana, a diversos pensadores, a escritores, a políticos, etc. Para vocês terem ideia do tamanho da genialidade, no final do livro há QUINZE páginas explicando as referências do autor. Tipo notas de rodapé, entendem? Só que não estão no rodapé por que se estivessem, não sobraria texto nas páginas... Hahaha!

O que fez com que a leitura demorasse um pouco foi a maneira que Machado escreve, não pela linguagem antiga. Em um capítulo no meio do livro, Machado/Brás descreve perfeitamente essa maneira de escrever (para vocês terem uma ideia do tamanho dos capítulos, esse está completo; e caso você não tenha lido as Memórias, não se preocupe pois não há spoilers no trecho a seguir):

"Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho o que fazer; e, realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direita e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem...
E caem! - Folhas misérrimas do meu cipreste, heis de cair, como quaisquer outras belas e vistosas; e, se eu tivesse olhos, daria uma lágrima de saudade. Esta é a grande vantagem da morte, que, se não deixa boca pra rir, também não deixa olhos pra chorar... Heis de cair."
                                                                                                (Capítulo LXXI - pág. 161) 

Como eu disse, descreve perfeitamente.

Quanto ao enredo, não é lá essas coisas. Apenas a vida de um homem... Mas não posso negar que o homem em si é muito bem construído, assim como todos os personagens. Mas a vida de Brás foi, no geral, infeliz. Ele passou por muitas experiências que o fizeram feliz, mas nenhuma durou até sua morte. E eu, pessoalmente, não sou muito fã de histórias com finais infelizes.

O Machado/Brás tem muita intimidade com o leitor, claro, não tanto como hoje em dia, mas comparado com os outros livros dessa época que eu li (nenhum deles brasileiro), é muita honestidade! Brás admite ter tido muitos pensamentos constrangedores e vergonhosos, e isso é bem legal, rsrs!

Bom gente, é isso! Um beijão,
Alice.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Resenha: O Mistério do Trem Azul

Olá gente! Em primeiro lugar, feliz dia dos namorados!
A Resenha do Clássico do Mês de maio da saindo bem atrasada... Se liguem!

Autor (a): Agatha Christie
Páginas: 217
Editora: L&PM
Velocidade de leitura: Rápida
Nota: 5.0/5.0
Sinopse: O casamento de Ruth Kettering não satisfaz nem ela nem seu pai o milionário, Rufus Van Aldin. Ruth sente falta de um antigo romance que acabou por obra de seu pai. Sem contar que seu atual marido, Derek Kettering arrumou uma amante. O pai de Ruth então sugere o divórcio e presenteia a filha com o "Coração de Fogo", um rubi muito cobiçado por ladrões e colecionadores. Ela concorda, e Derek se desespera, sem o dinheiro de Ruth, estará em uma enrascada, mas tudo seria mais fácil com a morte de sua esposa... 
Durante a viagem no Trem Azul em direção a Nice, A sra. Kettering é assassinada e o rubi roubado. Por ironia do destino o trem tinha como passageiros o marido de Ruth e sua amante, além de Hercule Poirot, que será encarregado pelo pai de Ruth de descobrir o assassino. A situação é complexa, mas Poirot contará com a ajuda de outra passageira, Katherine Grey, para resolver o mistério.

Eu provavelmente deveria variar mais já que é o segundo (e consecutivo) Clássico do Mês que eu leio Agatha. Mas não me arrependo nem um pouquinho. Foi uma leitura ma-ra-vi-lho-sa.

Pela segunda vez leio um romance policial da Agatha, onde o assassinato acontece em um trem. O primeiro foi Assassinato no Expresso do Oriente; E graças ao Mistério do Trem Azul, da pra perceber que na época em que a rainha do crime escrevia e publicava, roubos e mortes em trens eram bem comuns...


O crime ocorre apenas lá pela página 50, e eu achei isso bastante esquisito. Agora não consigo me lembrar com certeza, mas não acho que tenha demorado tanto nos outros livros de Christie. Mas foi bastante bom conhecer os personagens um pouco melhor antes do mistério começar.

Outra diferença desse livro para os outros da autora, foi a entrada de Poirot, normalmente ou ele aparece de cara ou, se tem uma pequena introdução dos fatos, ele aparece assim que o crime é cometido. Neste livro, porém, ele era passageiro do trem, e por isso apareceu antes do crime ser cometido.

Também gostei muito de Katherine Grey, acho que ela e Poirot tem muito em comum quando se trata de massa cinzenta... Ela me enganou direitinho, assim como Poirot me engana sempre quando finge que não sabe de algo. 

E obviamente, quando o culpado se revelou eu me senti completamente surpresa! Nenhuma novidade, se tratando de Agatha...Mas mesmo assim, tudo se encaixa perfeitamente e mesmo assim, somos incapazes de descobrir o culpado antes de acabarmos o livro.

A resenha ta curta, mas da pro gasto...
Um beijo,
Alice.


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Resenha: Oksa Pollock e o Mundo Invisível.

Oi gente!
Mais uma vez eu peço desculpas pelos intervalos de um mês entre os posts. E mais uma vez prometo que
vou tentar postar com mais frequência.
Enfim, tem resenha fresquinha saindo... Bora?

Autor(a): Cendrine Wolf e Anne Plichota
Ano: 2010
Páginas: 424
Editora: Suma de letras
Velocidade de leitura: Média
Nota: 3.5/5.0
Sinopse: A jovem Oksa Pollock, de 13 anos, era uma estudante que acreditava ser igual a todos os outros. Em certo momento, aflita com o início das aulas na escola nova, Oksa percebe ser a causa de fenômenos estranhos em seu quarto. Um canto da escrivaninha pega fogo, caixas explodem. Ela, que sempre sonhara ser uma ninja, descobre que possui dons sobrenaturais. Confusa e aterrorizada, evita comentar esses fatos com outras pessoas. Estes estranhos acontecimentos vêm acompanhados do aparecimento de uma misteriosa marca em sua barriga. Muito assustada, Oksa conta tudo à avó, a excêntrica Dragomira, que lhe confessa o segredo de suas origens: a família Pollock vem de Edefia, um mundo invisível, escondido em algum lugar na Terra. Oksa descobre ser a Inesperada, a única esperança dos exilados de Edefia de voltarem à terra de origem. Diante das novidades e da missão para a qual foi escolhida, Oksa não será mais a mesma. Mesmo com a ajuda de seu melhor amigo, Gus, descobre o quanto é difícil conciliar a vida escolar normal e cumprir o seu destino. Neste primeiro volume da série de sucesso na França, Oksa Pollock e o mundo invisível apresenta uma narrativa dotada de fantasia e das contradições vividas por uma jovem que descobre subitamente uma realidade que jamais havia imaginado.

A narrativa começa quando Oksa acaba de se mudar de Paris para Londres, e tenta se acostumar a ideia de usar saia para ir a escola. Até aí, tudo bem. Mas depois as coisas complicam um pouquinho...

A história é boa? Sim. E os personagens? Ótimos. Havia erros de edição ou ortografia? Não. Então, Alice, qual é o problema? As escritoras. Nunca falou sozinho(a), não?  

Pois bem, Cendrine e Anne são boas escritoras, sério! Mas não conseguiram dar vida direito a uma garota de 13 anos. Talvez essa não seja a expressão adequada, por que se Oksa tem algo, é vida. Contudo, acho que vocês entenderam, né? É bem comum encontrar escritores adultos que ao criarem personagens infantis ou jovens, erram um pouco na questão da maneira de pensar de pessoas com aquela idade. Acho que se lembram da infância e da adolescência de uma maneira mais madura, e ao tentarem ser imaturos, exageram. Porque foi exatamente isso que aconteceu.

O começo foi um pouco enrolado, e a narrativa irritante de Wolf e Plichota não ajudou muito. Mas com tempo e insistência, o livro começa a ficar mais interessante...E apesar de Oksa ser um pouco chata, ela não deixa de ser engraçada, e dá sim pra rir de suas performances e se divertir com a leitura.

Quanto aos outros personagens, são bem trabalhados e muitos são apaixonantes. Há contudo, muito clichê nesse aspecto, os vilões e os heróis são muito óbvios, não temos o gostinho de tentar adivinhar quem é bom e quem é mal, apesar das tentativas das autoras em criar essa confusão.

Apesar de tudo, é possível rir, torcer, sofrer, se apaixonar e se divertir bastante com o livro. Então, mesmo que minha resenha tenha sido um pouco mais negativa que positiva, tente ler a primeira parte da aventura de Oksa (primeira parte porque a história continua durante mais dois livros), porque há muitos aspectos positivos no livro!

Desculpa aí pela serieza do post rsrs. 
Beijocas,
Alice.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Resenha: Treze à mesa

Oi galerinha! Como vão?
Eu sei que eu não posto há um bom tempo, mas não vou ficar dando mil desculpas, ok? 
Bom, hoje eu farei a resenha do clássico do mês de Abril :)

Autor(a): Agatha Christie
Ano: publicado originalmente em 1933
Páginas: 254
Editora: *
Velocidade de leitura: Rápida
Nota: 4.0/5.0
Sinopse: Poirot estava presente quando Jane, envaidecida, falara de seu plano para "livrar-se" do marido, de quem estava separada, mas não oficialmente, como ela desejava. Agora o homem estava morto. Mesmo assim, o grande detetive belga não podia deixar de sentir que alguém estava tentando iludi-lo. Afinal, como se explica que Jane tivesse esfaqueado Lord Edgware na biblioteca exatamente na hora em que era vista jantando com amigos? E qual seria o motivo agora, já que o aristocrata finalmente lhe dera o divórcio?

Eu li em e-book, então não tinha editora. E eu só coloquei essa capa aí porque eu tinha que colocar alguma, né? Haha.

A tradução estava bem feia, mas faz parte, né? :S

Como sempre, tia Agatha escreveu um clássico super fácil de ler. Super fácil. Tem mistério atrás de mistério. Você pensa na solução e então, tudo muda completamente. 

Esse é um dos muitos livros que Christie escreveu que tem como personagem principal o ilustre Hercule Poirot. 

Eu costumo comparar Agatha Christie com Sir Arthur Conan Doyle (autor das histórias de Sherlock Holmes), e não sem razão... Poirot e Holmes tem muito em comum. E nesse livro (não sei se tem mais de um tendo o Capitão Hastings como narrador, esse foi o primeiro que eu li) Hastings e Watson também são muito parecidos no jeito de ser e no que representam para seus companheiros de investigação. Quem gosta de Christie, gosta de Doyle e que gosta de Doyle gosta de Christie. Simples.

E você? Já leu tia Agatha ou tio Doyle? Gostou? Comente!
Beijos,
Alice.


domingo, 7 de abril de 2013

Resenha: O Médico e o Monstro

Olá terráqueos! Desculpem minha ausência... Eu ando muito desorganizada...
Enfim, eu esqueci de postar antes o meu Clássico do Mês de março. Então, bora?!

Autor(a): R.L.Stevenson
Ano: Lançado originalmente em 1886
Páginas: 96
Editora: Ática
Velocidade de leitura: Média
Nota: 4.0/5.0
Sinopse: As suspeitas começaram quando Mr. Utterson, um circunspecto advogado londrino, leu o testamento de seu velho amigo Henry Jekyll. Qual era a relação entre o respeitável Dr. Jekyll e o diabólico Edward Hyde? Quem matou Sir Danvers, o ilustre membro do parlamento londrino?
Assim começa uma das mais célebres histórias de horror da literatura mundial. A história assustadora do infernal alter ego do Dr. Jekyll e da busca através das ruas escuras de Londres que culmina numa terrível revelação.

Bom, pra começar, vou pedir desculpas por que embora eu tenha sim começado o livro em março, eu acabei de ler no dia 1º de abril. Então eu não sei se está valendo... 

O livro é ótimo, eu já tinha lido A Ilha do Tesouro do mesmo escritor (embora eu tenha que reler, por que eu li há uns dois anos e não lembro nada...), mas O Médico e o Monstro é bem diferente do outro livro.

Stevenson escreve de uma maneira bem misteriosa. No começo a história parece  bem normal, uma simples história de terror e suspense, mas o final é bem piradinho (e é assim que nós gostamos, né? hahaha). 

Sabe quando você lê um livro e você se sente muito próximo dos personagens? Pois é! Isso NÃO acontece nesse livro. O autor te mantém bem distante de Utterson (que é o narrador!), de Jekyll e de Hyde. Isso só muda no último capítulo, que é quando o desfecho acontece através de uma carta de Jekyll para Utterson. 

Foi essa distância que não me fez amar o livro. Na hora de avaliar um livro eu sempre me concentro na história, no enredo do livro e na maneira que o escritor a desenvolveu, no jeito que ele escreve, mas agora eu acho que terei que mudar meu método. A história é incrível e Robert Louis Stevenson escreve muito bem, porém eu não curti muito o livro não... Eu gosto de me sentir como um personagem, e em O Médico e o Monstro eu não consegui.

Já leu? Se sentiu assim também? Não? Comente aí!
Beijocas,
Alice. 

sexta-feira, 29 de março de 2013

Resenha: Um Bestseller pra Chamar de Meu


Autor (a): Marian Keyes
Ano: Não sei... Não estou com o livro aqui... Desculpem
Páginas: 742
Editora: Bertrand Brasil
Velocidade de leitura: Média
Nota: 4.8/ 5.0
Sinopse:  Se você é daqueles que acha que um escritor de sucesso já tem a vida ganha porque publicou um livro que vendeu igual água, você é mais um que precisa se informar mais sobre o que acontece nos bastidores editoriais. Ah, tudo bem, você sabe que exitem editores, agentes literários, entre outros personagens que atuam neste ramo... mas o que fazem, como sabem qual é "o livro", "quem" é o escritor, "quando" vai acontecer aquele lançamento, entre outras dúvidas que atormentam essas pessoas, bem, isso chega ao alcance de poucos.
A escritora irlandesa Marian Keyes, apresenta em Um Bestseller pra Chamar de Meu histórias e curiosidades de personagens ícones do mercado editorial.
Jojo é a personagem focada, com olhos bem atentos às nuvens para não errar o plano de vôo, mas como nada é perfeito... ela acaba se apaixonando por um dos seus chefes; justamente o casado.
Lily Wright ainda está colhendo os frutos de seu romance de estréia. Contudo, seu segundo livro parece que se nega a sair de sua cabeça, e o prazo de entrega... vai para o espaço. 
Acontece que Lily ouviu os conselhos do "amor da sua vida" e gastou quase todo dinheiro na compra de uma casa. E agora?Para completar o elenco principal, Gemma Hogan. Organizadora de eventos, era a melhor amiga de Lily, até perder o "amor da sua vida" para a amiga. Gemma cuida da mãe recém-abandonada pelo marido e leva uma vida social sem grandes emoções, até que vira cliente de Jojo.




Marian Keyes? Preciso dizer alguma coisa? Mas é claro que eu A-M-E-I o livro. Assim como eu amei É Agora...ou Nunca, Sushi e Melancia.

Marian, a minha, a sua, a nossa brilhante e doce Marian. Que nos faz chorar e rir. Que cria diálogos e situações engraçadas, absurdas, deprimentes e tão comuns na vida de uma mulher.

Mas Um Bestseller pra Chamar de Meu foi muito mais legal de ler do que os outros livros da autora, pois se trata de nada mais, nada menos do que livros. Me fez entender melhor os dilemas de escritores, etc...
Graças à autora eu quero ser, além de MUITAS outras coisas, jornalista (para trabalhar em uma revista feminina da moda rsrsrs), organizadora de eventos (para organizar casamentos e aniversários de gente chique) e, principalmente, agente literária (essa é a única dessas três principais profissões que a Marian fez eu me interessar que eu acho realmente que um dia eu venha a ser).

Na resenha de É Agora... ou Nunca, eu tinha prometido dizer algumas gírias que a autora usa e que são estranhas pois seus livros foram escritos perto dos anos 2000, mas nesse livro não houve tantas gírias estranhas, e eu também esqueci de anotar. Então, falarei só as que eu lembro: Uó, Neca, ahn... Não lembro mais nenhuma, mas acho que deu pra ter uma ideia, né? Se alguém aí souber alguma, me diga nos comentários :)

Certo. Quanto às personagens, eu gostei de todas. Mas sempre tem uma preferida, né? Dessa vez foi Lily Wright: a escritora super fofa e amável. Eu quero ser exatamente como ela.  Só um pouquinho mais forte rsrs. Já Jojo, a agente literária super incrível, também é ótima, e eu também quero ser como ela, mas confesso que senti mais simpatia por Lily. E quanto a Gemma? Bom, ela cresceu bastante durante a história, mas não gostei absurdamente dela. O livro começa com o narrador como sendo Gemma, e ela é muito chata no começo, ou seja, má ideia começar com ela narrando, porém, não vejo como as outras poderiam começar... Enfim...

Acho que é isso, agora não tenho mais nenhum livro não lido da Marian na estante, mas espero ter em breve. Espero que tenham gostado da resenha. Leiam Marian Keyes e se divirtam meus piradinhos.

Beijocas,
Alice.